Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/05/2020
A discussão acerca dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil tem sido a tônica da sociedade atual. Quanto a isso, sabe-se que há uma tendência de saída de profissionais qualificados para outros países em busca de melhores oportunidades para desenvolver seu trabalho. Tal situação pode ser evidenciada pelo infográfico no website do professor Fernando Nogueira Costa, ao registrar a saída de 21.236 profissionais brasileiros qualificados para os Estados Unidos. Tal situação representa um empecilho ao desenvolvimento do Brasil, sendo necessário o seu combate.
Em primeira análise, deve-se registrar a falta de um cenário favorável ao desenvolvimento científico no Brasil. O governo brasileiro apresenta uma tendência à desvalorização da ciência e das universidades públicas, o que pode ser evidenciado pela fala do Ministro da Educação, Abraham Weintreub, ao utilizar o adjetivo “balbúrdia” para caracterizar as universidades federais. Além, há um cenário de corte de verbas destinadas à educação, como ocorreu em 2019, com a retirada de R$5,84 milhões das universidades. Desse modo, ao construir um cenário desestimulante à educação e pesquisa, grande parte dos pesquisadores e cientistas migram a outros países em busca de melhores condições.
Ademais, o fenômeno da Globalização, a partir de 1991, com o fim da Guerra Fria, proporcionou a abertura econômica dos países e, em consequência, a concorrência mundial entre eles. Sendo assim, um dos principais fatores que proporcionam uma posição privilegiada ao país frente ao cenário nacional é o desenvolvimento intelectual, representado pelo destaque de programas de pesquisas e universidades qualificadas. Dessa forma, ao ocorrer a saída de profissionais qualificados do Brasil, ocorre uma desvalorização ao desenvolvimento intelectual, apresentando uma tendência prejudicial ao seu desenvolvimento frente ao cenário internacional.
Dessarte, os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil precisam ser superados. Assim, cabe ao Estado, promotor da ordem social, o dever de proporcionar melhores condições às universidades federais e programas de pesquisas, por meio da destinação de uma quantia maior de verba, para que possam ter seu pleno funcionamento. Dessa forma, o cenário brasileiro de “descaso” com a educação será reduzido e propiciará a permanência de profissionais qualificados no país.