Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
O termo “fuga de cérebros” diz respeito aos profissionais altamente qualificados que migram de seus países para outras nações completamente desenvolvidas, a fim de maior reconhecimento e melhor qualidade de vida/emprego. Obviamente, esse aumento na busca de melhores condições trabalhistas causou um impacto no Brasil, já que, muitos profissionais brasileiros se formam e buscam sair do país o mais rápido possível, com a desculpa de procurarem outras oportunidades - de acordo com a Receita Federal, mais de 22 mil pessoas fizeram declaração de saída definitiva do país, em 2019.
Em primeiro lugar, deve-se ficar claro que essa fuga prejudica os países mais pobres porque os impede de crescer na questão econômica, o que, consequentemente, aumenta a desigualdade mundial. De acordo com o ranking da competitividade global de talentos, feito pela Insead (uma das principais escolas de administração do mundo), o Brasil se encontra na 80º posição entre as 132 nações analisadas na edição de 2020 - mostrando que o mundo está evoluindo e o Brasil é um dos países subdesenvolvidos que não está seguindo o mesmo ritmo.
Por outro lado, a fuga desses profissionais ocorre porque seus países de origem não buscam, muitas das vezes, investir em tecnologia, educação e na ciência - fatores essenciais para uma nação desenvolvida. Além de que, os ataques do governo às faculdades publicas e as frequentes tentativas de diminuir as despesas da educação causa um grande impacto na decisão de sair do país.
Em resumo, depois dos dados e informações apresentados, é claro que deve haver manifestações, tanto nas ruas, como na Internet (por meio de redes sociais e hashtags), para que a população mostre sua voz e seu apoio ao investimento que o Governo do Brasil deve passar a ter, em relação à ciência, a tecnologia e a educação, de forma geral. Com isso, os jovens serão estimulados à continuarem no país e, enfim, o Brasil alcançará uma boa posição no ranking da Insead.