Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Durante o século XX, jovens brasileiros decidem migrar para outros países para conseguirem melhores recursos em seus estudos, seja para sua graduação ou doutorado, porque o Brasil não possuía amparos necessários. Após um século, tal realidade ainda persiste, pois, com o aumento na demanda de pesquisas científicas feitas por estudantes o país demonstra uma dificuldade em conseguir financiá-los, assim, fazendo com que muitos desses irem para o estrangeiro. Com intuito de inibir tal problemática, é necessário analisar como a falta de investimentos em bolsas e também a alta burocracia para aprová-los fazem com que o país perca estes talentos.
Em primeiro plano, convém ressaltar que, segundo o Portal de notícias da Rede Globo (G1), em 2020 graduandos e doutores resolveram deixar o país em busca de melhores oportunidades para desenvolver seu trabalho em um ambiente mais favorável à ciência. Nessa lógica, com a falta de investimentos em bolsas de estudos científicos os novos cientistas ficam altamente prejudicados, por isso decidem emigrar para países como, por exemplo, Estados Unidos e Canadá para conseguir financiamento para seus projetos e pesquisas. Dessa forma, fica evidente que o Brasil carece de investimentos, dentro das áreas científicas, deixando-o atrás de outros países em razão de sua evolução tecnológica.
Ademais, é importante ressaltar que, para serem aprovados, essas pesquisas científicas passam por um extenso processo burocrático, os quais levam um longo período e em muitos casos acabam sendo barrados. Com isso, de acordo com geneticista e diretor do Instituto Serapilheira, Hugo Aguilaniu, os pesquisadores tupiniquins passam mais tempo resolvendo problemas burocráticos do que fazendo a pesquisa, propriamente dita. Nesse sentido, ao se deparar com a complexidade burocrática em torno de suas iniciativas científicas, o cientista decide ir para um país, em que sua pesquisa e os recursos necessários serão aprovados de maneira mais rápida.
Portanto, conclui-se que os desafios à fuga de cérebros no Brasil advém da falta de investimentos em bolsas para projetos acadêmicos e do grande processo burocrático para consegui-los. É necessário que o Governo Federal aumenta aumente a verba destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), mediante parcerias com o setor privado e também com repasses de impostos de outras áreas. Além disso, o Ministério da Ciência e o CNPq (O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) devem revisar o atual processo de aprovação de Iniciação Científica, visando diminuir sua burocracia, através de uma reforma em seu regulamento. Protegendo, assim, o desenvolvimento dos cientistas brasileiros e também da ciência no país.