Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Os novos médicos brasileiros, decidiram deixar o país para lugares com melhores condições para desenvolverem suas pesquisas, condições que o Brasil não tem a lhes oferecer, muitos doutores com mestrado e doutorado estão desempregados pela falta de recursos nos hospitais e laboratórios brasileiros. Como afirma, Bruno Martorelli. “As pesquisas acontecem somente em universidades públicas, que acabam servindo como moeda de troca de política pública. Dependendo do candidato eleito, os investimentos podem cair”.
Muitos desses doutores brasileiros, escolheram morar nos Estados Unidos onde os recursos e as chances de sucesso são mais prováveis, já que no Brasil a tendência é que os recursos caiam mais e a fuga de cérebros aumente. Um dos doutores que saíram do Brasil foi o microbiólogo Bruno Martorelli que se mudou a cerca de quatro anos para Madison, nos Estados Unidos. Ele participou como pesquisador associado da Universidade de Wisconsin, explicando sobre o parasita Toxoplasma Gondii, causador da toxoplasmose e o porque dele se instalar no intestino dos gatos para sua reprodução. ““Em 2015, eu e um outro colega da Unifesp decidimos que não havia mais como ficar no país. Estava claro que os recursos para pesquisa iam cair, o que de fato aconteceu depois. Quando eu vim para os Estados Unidos, tinha em mente que seria sem retorno”, explica o pesquisador Martorelli.
Um dos problemas para a falta de recursos brasileiros é a falta de organização e pessoas para ajudar, além disso, segundo o pesquisador, “os laboratórios americanos são geridos por profissionais especializados. Aqui é tudo muito regulado e temos muito mais pessoal para ajudar com a administração. Têm gerentes que controlam as compras e fazem todo o controle financeiro do laboratório. E o dinheiro da pesquisa vai para a instituição, e não para uma conta aberta pelo pesquisador que tem que gerenciar e fazer a prestação de contas de tudo que se compra, o que reduz muito a produtividade do pesquisador”, diz Dayson Moreira, inviabiliza o trabalho. “A maioria dos meus colegas estão saindo do Brasil porque não conseguem manter o laboratório aberto”.”
Em virtude dos fatos mencionados, o Brasil está precisando melhorar seus recursos para que não perca mais seus médicos e doutores.É importante ter uma boa política na formação de lideranças, já que as mesmas, não estão à altura para superarmos as crises que vivemos. Precisamos de uma indústria nacional de equipamentos de suporte à ciência, pessoas mais especializadas que possam controlar as compras e fazer todo o controle financeiro do laboratório.