Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
A obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, mostra a jornada de Fabiano e sua família na tentativa de fugir dos problemas existentes no sertão, como a seca. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, haja vista que grandes nomes da ciência e cultura brasileira estão indo embora. Contudo, ao analisar a fuga de cérebros no Brasil, nota-se a falta de apoio governamental e a escada valorização social para o agravamento da problemática.
A princípio, é fulcral ressaltar displicência estatal em colaborar com esse cenário. Nesse sentido, segundo Marcus Garvey, uma nação sem cultura, é um povo sem raízes históricas, o que torna um verdadeiro vazio. Sendo assim, a infraestrutura em centros de pesquisas são muitas vezes pouco beneficiadas de incentivos para construção de áreas de conhecimento, como centros de educação e cultura.
Além disso, é pertinente relatar a desvalorização social nesse quadro. Tendo em vista os dados da Receita Federal,até novembro," 22.549 pessoas fizeram declaração de saída definitiva do país" ,essas pessoas, geralmente, enxergam fora do país um futuro melhor para si e suas famílias.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para o combate à fuga de cérebros. Assim, sugere-se que o Governo Federal como instância máxima da administração pública, na figura do Ministério da Cidadania, realize a conscientização da valorização à ciência no ambiente social, por meio da construção de espaços científicos e debates sobre a importância da permanência e preservação de pessoas qualificadas no Estado para proteger raízes históricas. Dessa forma, espera-se que os cientistas sejam reconhecidos e entendam seus significados para a formação do país. Desse modo, certamente, o Brasil conseguirá compreender a afirmação de Marcus Garvey.