Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/05/2020

É uma emigração em massa de indivíduos com aptidões técnicas ou de conhecimentos, normalmente devido a fatores como conflitos étnicos e guerras civis, falta de oportunidade, riscos à saúde e instabilidade política no país. É uma espécie de diáspora de cérebros, que vem preocupando a comunidade científica nacional, por causa das consequências disso para o desenvolvimento do Brasil.

Segundo o geólogo Atlas Correa Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não se trata apenas de pessoas indo para realizar um curso, uma especialização ou realizar um projeto de pesquisa, mas sim, “Trata-se de saída em definitivo”, diz. “Quem tem possibilidade está indo, mesmo sem manter a ocupação de cientista”. Esse movimento não se restringe à área tecnológica e também afeta as ciências sociais.

De acordo com pesquisadores, “as faculdades cognitivas e o status sócio-econômico estão reciprocamente relacionados”. Isso significa, em outras palavras, que jovens das áreas mais prósperas do país apresentam melhor rendimento em termos de inteligência.

Conclui-se então, que o país que perde tais cérebros perde ao mesmo tempo um grande potencial de inovações, desenvolvidas por seus nacionais, mas para uma outra nação. Isso causa um enorme dano à economia e ao desenvolvimento, e é imprescindível a adoção de políticas que evitem que sejamos um “doador de cérebros”. E isso só é possível através de altos investimentos em inovação e pesquisa da ciência para o desenvolvimento científico e tecnológico, ou seja, se tornando um polo de inovações para que os pesquisadores tenham oportunidades de desenvolver suas pesquisas e possam ter carreiras iguais e empregos bem remunerados.