Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/05/2020

Atualmente a falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil refere-se à questões histórico-culturais, ou seja, como o país sempre foi muito eficiente na produção de agricultura e pecuária devido ao clima e solo favoráveis, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente durante o Brasil Colonial nunca foi prioridade como era na Europa. Tal folga cientifica permanece até os dias de hoje, porém agora devido à problemas de políticas públicas. Com a posição geográfica favorável do Brasil, o setor primário sempre foi algo economicamente bom.       Assim, os principais investimentos vão parar na produção agrária, deixando as outras áreas “esquecidas”. Logo, após décadas de investimentos, “o Brasil é primeiro mundo em tecnologia agrícola”, mas fica para trás em outros aspectos. A disponibilidade financeira para o desenvolvimento tecnológico em outras áreas sempre foi muito ruim. Diante desta crise, essa situação se intensifica. Como um quadro de consequências disso, cientistas preferem a busca pelo sucesso internacional, como aconteceu com grande parte da equipe do pesquisador Sérgio Teixeira, que é chefe do laboratório de Doenças Neurodegenerativas do Instituto de Bioquímica Médica da UERJ. Segundo ele, essa “fuga de cérebros” é apenas um dos obstáculos enfrentados da ciência brasileira.

Portanto, para tal reconhecimento é necessário que Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações forneça melhores condições para pesquisadores brasileiros, ampliando e equipando seus laboratórios. Cabe também ao Ministério da Educação que incentive alunos a ingressarem no ramo científico fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para o aluno e professor que crie bons projetos.