Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Na obra " A Sociedade de Espetáculo" de Guy Debord, retrata a necessidade dos indivíduos na contemporaneidade capitalista em melhorar a sua performance profissional de forma imediata, visto que no século XXI a vida se mostra cada vez mais competitiva.Analogamente a situação brasileira, muitas pessoas buscam melhores condições de trabalho mas infelizmente, o país não possui condições para isso.Dessa forma, a fuga de cérebros é um desafio ao Brasil que há de ser revertido.
De fato, é imprescindível que a falta de apoio popular corrobora para a migração de muitos profissionais de qualidade.Isso é devido as publicações científicas não atingirem a todas as classes sociais, já que essas possuem linguagem bastante formal e pouco acessível ao público leigo o que gera uma “exclusão” a muitos indivíduos que não conhecem o ramo de pesquisas. Além disso, é relevante que a formação acadêmica é essencial para a escolha profissional dos jovens porém, as instituições educacionais brasileiras não possibilitam essa preparação.Assim, verifica-se isso no corte de 2019 do Programa Ciências sem Fronteiras nas universidades, e de acordo com o Censo Escolar do Ministério da Educação mostra que 57,4% dos alunos matriculados no ensino médio estudam em escolas com laboratório de ciências, o qual é um número muito abaixo ao esperado para uma educação eficiente.
Outrossim, a negligência estatal é um impulsionador do problema em questão haja vista que não há grande investimentos à produção científica no Brasil.Diante disso, é observado o corte de bolsas da CAPES ( Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que compreende numa ajuda financeira à estudantes que contribuem para pesquisas científicas do país que além de ser em extintas, sempre foi um valor baixo de pouco a mais que um salário mínimo.Com isso, poderá suscitar em danos á economia , já que o sistema de pós graduação é responsável pela produção de ciência brasileira.Contudo, há outra falha do Estado na não regulamentação da profissão do cientista, visto que esse não tem direito a INSS , já que não possui carteira assinada.Por conseguinte,vários profissionais excelentes estão desempregados e preferem migrar em busca de recursos superiores.
Portanto, são necessários subterfúgios para conter a intensa fuga de cérebros.Urge que o Ministério da Educação invista na produção científica e tecnológica por meio de projetos de leis a serem entregues à Câmara de Deputados que busquem regulamentar o trabalho dos pesquisadores.Isso será concretizado com auxílio das escolas no incentivo à experimentação da ciência investindo na infraestrutura dos laboratórios e em aulas práticas.Além disso, a mídia poderá publicar as pesquisas com linguagem mais acessível e igualitária. Dessa forma, espera-se o desenvolvimento profissional dos cidadãos o qual será coerente a realidade da “Sociedade de Espetáculo”.