Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/05/2020

O Brasil, cada fez mais, tem se tornado um país desinteressante para os profissionais que possuem graduação. O que colabora com o número crescente de fuga de cérebros no país, termo utilizado para denominar a emigração de pessoas com aptidões técnicas do país em busca de melhores condições de trabalho e remuneração, esse fenômeno advêm de diversos fatores presentes no Brasil.

Segundo a Receita Federal o número de brasileiros que declararam saída definitiva do Brasil entre os anos de 2011 e 2018 aumentou 189%, esses dados são mais alarmantes em áreas como ciência, tecnologia e medicina. A falta de investimentos na pesquisa gera a desvalorização desses profissionais que consequentemente causa o desemprego dos mesmos.  Enquanto o número de bolsas de ajuda financeira em faculdades no Brasil tem caído, países como Canadá oferecem planos de estudos para estrangeiros extremamente mais atrativos.

Como consequência da evasão de profissionais o Brasil se torna um país carente de tecnologia e pesquisas voltadas para a ciência o que dificulta o desenvolvimento. Na saúde essa perda ressoa de forma ainda mais alarmante, a falta de pesquisas voltadas para essa área faz com que continuemos estagnados, ou seja, sem os avanços significativos que poderiam salvar vidas ao passo que colaborariam com a economia.

Portanto, a fuga de cérebros no Brasil é um problema extremamente grave, que em grande parte dos casos é gerado pela falta de oportunidades. Deve se intensificar o incentivo à ciência e a tecnologia, com o aumento de bolsas por parte do governo e ajudo. A disponibilidade de empregos devo ser maior e para isso pode ser utilizadas parcerias público-privado diminuindo assim a fuga de cérebros.