Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
É cada vez mais fácil perceber que a educação do Brasil é muito desvalorizada, sem as medidas necessárias para uma evolução na escolaridade dos brasileiros, a consequência é que muitas pessoas acabam saindo do país para se especializar e exercer a profissão em algum lugar onde sejam reconhecidos por seus esforços e talentos.
No Brasil, as empresas estão mais preocupadas em atender as exigências da legislação que os obriga a ter a presença de um profissional específico de acordo com o ramo de atividade, ao invés de pensarem em investir em um profissional que poderá melhorar a qualidade de seus produtos e os tornar mais conhecidos, despontando em inovação e reduzindo custos. Além do fato de proporcionarem salários nada atraentes quando comparados com os valores apresentados no exterior para uma pessoa com as mesmas qualificações.
Em outros países à uma consciência quanto a valorização do conhecimento, além da capacidade de absorver esses profissionais, entendem que a presença de um profissional de uma maior qualificação, a empresa tende a lucrar mais e destacar-se no mercado. Por exemplo, um enfermeiro que trabalha no Brasil, ganha 60% menos do que ele estaria ganhando se trabalhasse nos Estados Unidos, sem contar os benefícios como plano de saúde e as condições de trabalho diferenciadas.
A questão é, se o governo incentivasse a educação do povo e houvesse uma melhora dos paradigmas por parte das empresas/empresários teríamos uma mudança considerável no mercado de trabalho, e o país poderia ser ótimo para se viver, considerando que o povo brasileiro já é naturalmente muito inteligente.