Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
O mundo hodierno se encontra na quarta fase da revolução industrial, em que a nanotecnologia, a robótica e a inteligência artificial estão cada vez mais presentes na humanidade. Contudo, o Brasil ainda se encontra deslocado dessa realidade, porcausa da alta incidência de fuga de cérebros, situação desafiadora seja pela falta de incentivos governamentais, seja devido as empresas privadas não absorverem essa mão de obra científica. Assim, busca-se combater tal entrave.
De início, o desinteresse do Estado nas pesquisas científicas é um vetor a saída de cientistas. Segundo a revista “Exame”, o MEC anunciou em setembro de 2019 o corte de mais de 5613 bolsas de pós graduação. Por conseguinte, o desestímulo a qualificação científica no Brasil possibilita que países onde são valorizados o terceiro grau educacional retenha esses pesquisadores, tornando a mão de obra brasileira mal capacitada e perpetuando o atraso do brasil em setores inovadores.
Em segundo plano, a dificuldade das indústrias de incorporarem o capital humano também causam a saída dos pesquisadores. Consoante Paulo gala, economista brasileiro, " educação sem indústrias causam fuga de cérebros “. Sob tal ótica, os cientistas brasileiros não continuam no país porque as indústrias nacionais não convertem o conhecimento deles em produtos e serviços como no exterior, atraindo-os a produzir patentes para indústrias estrangeiras gerando uma concorrência desleal no comércio mundial.
Portanto, urge que o Ministério da Educação promova bolsas atrativas aos pesquisadores com reajustes de acordo com a inflação a fim de valorizar seus trabalhos e não sintam necessidade de recorrer aos competidores estrangeiros. Ademais, a mídia em parceria com as universidades estimulem administradores nacionais a exaltarem a importância área de gestão de inovação nas empresas, estimulando estes a procurarem uma mão de obra qualificada para obter um crescimento.