Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 30/05/2020
É evidente a progressiva saída de profissionais qualificados do Brasil. Entre os anos de 2011 e 2018, a Receita Federal registrou um aumento de mais de 170% da saída de especialistas. Sintoma de governos neoliberais que vêm ascendendo no país, descentralizando e reduzindo investimentos básicos e elementares, como a educação, ciência e tecnologia.
Isso pode ser comprovado com as medidas econômicos tomadas a partir do ano de 2016, como é o caso do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241, que previa o corte de 50% dos gastos públicos essenciais (educação e ciência) e a estivação dos investimentos em saúde e nos certames já citados. Essas e outras atuações, contribuíram para um crescente desaparelhamento tecnocientífico e de bolsas universitárias de estudo e pesquisa. Então, foi produzido uma grande falta de incentivo aos profissionais brasileiros (graduados, pós graduados, mestres e doutores), fazendo-os, sem oportunidades em sua nação original, emigrarem para outros países.
Tal lógica é diferente em pátrias que investem com responsabilidade e centralismo nas áreas supracitadas. É o caso de Cuba e China, por exemplo. Aquele, investe segundo a Unesco, 13% de seu orçamento nos campos mencionados, maior investimento da América Latina. Este, direciona 10% de seus recursos a essa seara, de acordo dados da mesma instituição. Como resultado, 12% dos formandos da Universidade de Pequim abrem startups ou trabalham nelas, havendo a diminuição da fuga de cérebros. Além disso, inúmeras patentes medicamentosas são laureadas todos os anos a profissionais cubanos, sendo eles reconhecidos pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).
Portanto, são necessárias mudanças orçamentárias no Brasil, por parte do Estado brasileiro. Direcionando mais capital à educação, ciência e tecnologia, oferecendo subsídio a instituições de pesquisa (como a Fundação Oswaldo Cruz) e aumentando bolsas universitárias. Além de conceder pleno emprego aos expertos brasileiros nas fundações já ditas.