Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/06/2020
Hodiernamente o Brasil, devido ao seu despreparo na ciência e na tecnologia, sofre um “brain drain” (“fuga de cérebros”), expressão americana utilizada para se referir aos jovens pesquisadores que saem do país de origem em busca de novas e melhores oportunidades de emprego. Muitas pessoas com um expressivo valor no mercado, visando o futuro, viajam para países estrangeiros, pois percebem que, no Brasil, não há o incentivo necessário para exercer sua função. Elas não encontram estimulo para o aumento da ciência e da cultura.
Obviamente, a instabilidade política e a estrutura econômica, que se dão pelo governo federal, no qual não investe suficientemente na inovação da ciência, e não oferece novos trabalhos para essa geração talentosa, são os principais agentes nesse problema. Todavia, os países estrangeiros também estão totalmente ligados a esse assunto, afinal, são eles que têm sua política voltada a atração e retenção de cérebros.
No Japão, Coreia do Sul, Israel, Estados Unidos e na China, mais de 60% do total de seus pesquisadores estão alocados nas suas empresas. No Brasil esse percentual é de apenas 18%. - segundo dados de 2018 da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Ou seja, nesses outros países mais da metade dos trabalhadores são nativos do lugar. É perceptível que no Brasil esse número decai bastante.
Portanto, cabe ao governo federal criar um projeto que apresente inovações de pesquisa da ciência para o desenvolvimento científico e tecnológico, no qual incentivaria os pesquisadores a permanecer no Brasil. Além da necessidade de dedicar a eles laboratórios científicos, melhoria na educação e boas propostas de emprego, com remuneração adequada. Dando assim, a oportunidade de mostrarem sua capacidade, tendo uma boa qualidade de vida e o privilégio de permanecer no país de origem, exercendo sua profissão.