Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/06/2020

A obra  “O triste fim de Policarpo Quaresma”, do modernista Lima Barreto revela seu protagonista com a característica marcante do ufanismo, acreditando em um Brasil utópico. Contudo, em tempos hodiernos, os desafios no combate à fuga de cérebros, torna o país distante do imaginado pelo sonhador personagem. Dessa maneira, esse imbróglio é chancelado pela má formação socieducacional, bem como pela displicência do poder público.

Em primeira análise, convém ressaltar que a educação é o fator principal para o desenvolvimento de um país. Acerca desse prisma, é pertinente citar o pensamento do intelectual Paulo Freire, ao evidenciar que, " se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." Nesse sentido, a falha escolar em incentivar a formação cientista, gera jovens com uma concepção negligenciadora em relação a ciência. Logo, cria-se um corpo social frágil, e por consequência, o país não consegue se desenvolver na área tecnológica.

Faz-se mister, ainda, salientar a ineficácia Estatal como incentivadora para que caos persista. Imerso nessa logística, de acordo com o Pacto Social - do contratualista Jonh Ralws- , infere que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos. No entanto, esse contrato vai de encontro com a realidade brasileira, uma vez que o Estado não fornece investimento para o setor científico, na qual acaba influenciando a diáspora de cérebros , que vão em busca de melhores condições de trabalho. E por conseguinte, afeta à economia e o desenvolvimento do país, logo, faz com que ele seja dependente de insumos tecnológicos estrangeiros.

Infere-se, portanto, que a Escola, em parcerias com a Família, deve orientar e educar os infantos-juvenis, fundamentados em concepções morais e éticas, por meio de implementação de atividades lúdicas e seminários interdisciplinares, com a finalidade das crianças aprenderam e terem apreensão desde cedo sobre a importância dessa profissão para o desenvolvimento do país. Ademais, cabe ao Estado fomentar o investimento em políticas, que visem aumentar e estabelecer melhores qualidades de trabalho para esses pesquisadores, e adotar medidas exequíveis, mediante empresas privadas, com o fito de atenuar os danos advindos da fuga cérebro no Brasil.