Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/06/2020
“O descontentamento é o primeiro passo para o evolução do homem”. A máxima expressa por Oscar Wilde faz alusão ao fato de que, a partir do momento em que o homem se encontra insatisfeito com a carência de oportunidade de emprego em sua área de trabalho, irá alterar sua postura em prol de que haja mais valorização e investimentos no mercado trabalhista em seu país nativo. Diante disso, cabe analisar o porquê dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, bem como propor medidas que visem à construção de um país melhor.
É imprescindível ressaltar, de início, que a busca por oportunidades fora do país estão cada vez mais constantes. Isso se dá porque os cientistas e pesquisadores estão sempre em busca de alavancar na carreira no seu próprio país mas não alcançam. Assim, devido às poucas oportunidades que o Brasil dá, eles partem para os países que os valorizem devidamente. Prova disso é que, de acordo com um estudo feito recentemente pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), mais de 1,4 milhões de brasileiros saíram do Brasil na tentativa de melhorar sua vida profissional, o que constata que as oportunidades se encontram cada vez mais escassas.
Torna-se fundamental entender, também, que a falta de investimentos na ciência é o reflexo da fuga de cérebros. Tal fato acontece na medida em que se percebe a pouca valorização devido à constantes cortes de gastos. Isso pode ser evidenciado pela astrônoma Dauília de Mello, brasileira, que saiu do Brasil devido à corte de gastos em pesquisas que ocorreram nos anos 90 e foi para os EUA onde atualmente trabalha na NASA, concluindo então que esse desinteresse pelo avanço da ciência e tecnologia no Brasil, colabora para o avanço em outros países.
Portanto, é notório que a cada pesquisador que sai do país, é uma chance a menos de o Brasil avançar economicamente. Assim, é de suma importância que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pare de congelar bolsas de estudos e ofereça cada vez mais, com qualidade e eficiência, e também que o Governo Federal incentive essa área, para que os pesquisadores se sintam mais motivados à estudar em seu próprio país.