Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/06/2020

Com o desenvolvimento do método científico, no contexto do Renascimento, mudou-se de forma permanente o planeta, por meio de avanços em diversas áreas, como a engenharia e a medicina. Nessa perspectiva, a ciência possui papel fundamental para a melhoria de vida de todos. Entretanto, no Brasil, a fuga de cérebros é uma triste realidade que ameaça o país na condição de nação emergente, que infelizmente ocorre em função da falta de incentivos financeiros e oportunidades de trabalho gerando, portanto, sérias consequências.

Em uma primeira análise, na célebre visão de Marie Curie, cientista polonesa: " Na vida não existe nada a temer, mas a entender “. Esse pensamento é análogo ao trabalho de vida de milhares de brasileiros que buscam transformar a sociedade e diminuir as desigualdades através da ciência. Contudo, a falta de investimentos em pesquisas, tanto por parte do Estado como pela iniciativa privada, atrasa e dificulta a inovação técnica, a qual seria possível solucionar problemas nacionais, como, por exemplo, a criação de uma vacina para a dengue, além da criação de empresas de tecnologia de ponta. Dessa forma, há uma sociedade que pouco valoriza o trabalho inovador, fundamentalmente pela falta de soluções rápidas, necessitando de investimentos a longo prazo e resultando na fuga de cérebros.

Outrossim, destaca-se o pensamento do geógrafo Milton Santos: " A dependência tecnológica é uma característica de países desenvolvidos “. Sob essa óptica, é evidente que um país permissivo à emigração de mentes brilhantes acaba gerando mais custos que a própria ciência em si, visto que aumenta-se a importação de produtos de alto valor agregado, como celulares, equipamentos hospitalares e até mesmo vacinas, enquanto é exportado produtos de menor valor que não exigem mão de obra qualificada. Além disso, é válido salientar que o Brasil jamais foi laureado em qualquer área do prêmio Nobel, destinado a grandes pensadores. Sendo assim, é imprescindível que mudanças em ciência e educação sejam efetivadas para mudar tal realidade.

Destarte, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve, por meio de parcerias com iniciativas privadas que abracem a causa, promover e ampliar investimentos em pesquisas nas diversas faculdades e instituições, com o foco em ciências exatas e biológicas, para que estudantes e doutores trabalhem com o fito de promover avanços científicos que resultem em melhorias sociais a longo prazo, a fim de firmar o Brasil na condição de país do futuro. Logo, poder-se-á mitigar os efeitos da fuga de cérebros nacional.