Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/06/2020

A cada ano, o número de pessoas que deixam o Brasil em busca de melhores oportunidades de emprego vai aumentando. Com essa migração de pesquisadores, doutores e talentos de alto nível, possibilidades de desenvolvimento social, tecnológico e econômico vão sendo perdidas, prejudicando o país.

A fuga de cérebros no Brasil, entre outros motivos, acontece porque há uma grande desvalorização dos cientistas. Isso é percebido na ausência de indústrias nacionais de equipamentos de suporte à ciência e na dificuldade de profissionais, como os microbiólogos, em serem inseridos no mercado de trabalho, por serem considerados caros.

Os destinos dessas pessoas, geralmente os Estados Unidos e Europa, oferecem a elas o que não conseguem no país de origem: reconhecimento da carreira, oportunidades de desenvolver estudos científicos e tecnológicos e facilidade em conseguir empregos, com a remuneração adequada. Diferentemente do Brasil, esses países investem em pesquisas que resultarão em inovações e fornecem o apoio e a estrutura que os pesquisadores necessitam.

Diante disso, é imprescindível que o Estado faça altos investimentos em pesquisas para o desenvolvimento científico e tecnológico. Também deve promover campanhas públicas de valorização da ciência e dos cientistas. Assim, o Brasil deixará de ser um “doador de cérebros” e poderá progredir como país.