Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/06/2020

O Japão, no período pós - Segunda Guerra Mundial, sofreu diversos danos em seu território, contudo, é hoje a terceira economia do mundo. Isso se deu, principalmente, pela valorização da sua educação. No Brasil, em contraste com o sistema Japonês, o ensino e a pesquisa são constantemente menosprezados, criando um meio favorável para a saída de profissionais em busca de valorização.

É de consciência comum que o investimento em educação é a base para uma sociedade desenvolvida. Como demonstrado no decorrer da história humana, grandes mudanças foram resultados de revoluções no modo de pensar, a exemplo: o período Renascentista valorizou o cientificismo e por consequência houve a expansão de escolas e universidades na Europa. Nota-se que no Brasil a educação ainda não é devidamente reconhecida com tal poder de transformação, levando ao estabelecimento de meios rasos de investimento por parte do Governo.

Assim sendo, em virtude do baixo incentivo recebido, observa-se o fenômeno de fuga de cérebros do território brasileiro em busca de melhores condições. Como exposto por Sir Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Tal pensamento expressa a importância do investimento na educação, pois como resultado a aplicação de todo conhecimento será em prol da melhoria da sociedade e do país como um todo.

Desse modo, para que o ensino e a pesquisa sejam valorizados e os profissionais permaneçam no Brasil, é importante que o Ministério da Educação estimule por meio de feiras científicas, desde o ensino fundamental, o apreço pela ciência e sua importância, criando desde a base a visão da necessidade de participação no desenvolvimento científico do país. Além do mais, é necessário que o Governo se comprometa em financiar de modo integral pesquisas e laboratórios por meio do aumento do número de bolsas auxílio aos pesquisadores e instituições.