Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/06/2020

A evasão de cérebros é um tipo de migração na qual profissionais altamente qualificados, em especial na área da ciência, deixam os seus países em busca de maior valorização do seu trabalho. Nesse viés, o Brasil é uma das nações que mais é prejudicada com a saída do conhecimento devido aos desafios no combate à fuga de cérebros. Dessa forma, a falta de investimento em relação à ciência e melhores oportunidades oferecidas no exterior são os principais obstáculos que devem ser enfrentados.

Primeiramente, é válido apontar que os cortes de verbas direcionados à comunidade científica por parte Governo é uma forma de regredir no nível de desenvolvimento da nação. Tal fato pode ser comprovado pela permanência do Brasil praticamente no mesmo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ao longo dos anos. Além do mais, as suspensões de bolsas de pesquisadores pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) nos últimos dois anos demonstra a clara falta de interesse de disponibilização de dinheiro público para pesquisas em universidades. Logo, os cientistas, que retornariam o investimento na forma de conhecimento e movimentar positivamente, assim, a economia do país, não têm reconhecimento do seu trabalho e passam a procurá-lo no exterior.

Outrossim, é perceptível que as oportunidades oferecidas fora da nação, principalmente na América do Norte e Europa, apresentam melhor conjuntura de trabalho e atraem, pois, cada vez mais brasileiros. Nesse sentido, são propostos melhores salários e melhor condição de vida nesses países desenvolvidos para os “cérebros” por eles adquiridos. No entanto, ao chegar nesses lugares os cientistas do Brasil enfrentam a xenofobia, que é a aversão à estrangeiros, pois passam a ser vistos como alguém que vai “modificar a cultura” ou “roubar os trabalhos” dos cidadãos nativos. Entretanto,  mesmo assim não há “Canção do Exílio” que modifique a decisão de ir para o exterior sem que haja as devidas medidas que valorizem a ciência, tecnologia e inovação em sua terra natal.

Torna-se claro, então, a importância da tomada de decisões que mitiguem a falta de investimento em relação à ciência e as péssimas oportunidades de trabalho em solo brasileiro para superar os desafios no combate à fuga de cérebros. Portanto, é necessário que o Estado institua um renda fixa para universidades federais, que seja estritamente direcionada a pesquisas científicas, através de um fundo monetário de dinheiro público a fim de que haja verba para perpetuação dos estudos. Ademais, faz-se também fundamental que o CNPq restitua as bolsas para os pesquisadores através do dinheiro condicionado aos conjuntos de faculdades com a finalidade de reconhecer mais, assim, o trabalho desses cientistas e propiciá-los melhores condições de trabalho. Nessa conjuntura, a fuga de cérebros diminuirá gradativamente e o desenvolvimento do Brasil aumentará junto com a economia.