Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 04/06/2020
A falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil está relacionado a questões histórico-culturais. Ou seja, como o país sempre foi muito eficiente na produção agropastoril devido a condições naturais favoráveis, o desenvolvimento de novas tecnologias nunca foi prioridade como era na Europa e como é em Israel, devido a sua posição geográfica e fatores climáticos. Tal ócio científico perdura até os dias de hoje, porém agora devido à problemas de políticas públicas.
O setor primário sempre foi algo economicamente vantajoso tendo em vista a posição geográfica favorável do Brasil. Assim, os principais investimentos recaem na produção agrária, deixando as outras áreas desprezadas. Logo, após décadas de investimentos, “o Brasil é primeiro mundo em tecnologia agrícola”, segundo o diretor do curso de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Prof. Dr. Izaias de Carvalho Borges, mas fica para trás em outros aspectos.
A disponibilidade financeira para o desenvolvimento tecnológico em outras áreas sempre foi debilitada. Diante da crise atual, esse cenário se intensifica. Como um encadeamento de consequências disso, cientistas preferem a busca pelo sucesso internacional, como aconteceu com grande parte da equipe do pesquisador Sérgio Teixeira, que é chefe do laboratório de Doenças Neurodegenerativas do Instituto de Bioquímica Médica da UERJ. Segundo ele, essa “fuga de cérebros” é apenas um dos obstáculos enfrentados da ciência brasileira.
Portanto, a situação que se encontra o meio científico e tecnológico brasileiro não é imutável, podendo ter grande destaque no futuro. Exemplo disso é que a exportação de aviões cresceu 31,5% no primeiro trimestre de 2016, segundo o site Época. Mas para tal reconhecimento é fundamental que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações ofereça melhores condições para pesquisadores brasileiros, ampliando e equipando seus laboratórios. Cabe também ao Ministério da Educação que incentive alunos a ingressarem no ramo científico fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para o aluno e professor que crie bons projetos.