Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
Consoante ao poeta Cazuza “Eu vejo o futuro repetir o passado”, os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil não é um problema atual. Desde a Revolução Industrial essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades persistem, seja por falta de oportunidade no mercado de trabalho ou por obstáculos na prática da profissão científica.
A priori, segundo o físico e pensador Edward Teller “A ciência de hoje é a tecnologia de amanhã”. Entretanto, a falta de oportunidade no mercado de trabalho e de recursos para os estudos dos profissionais de diversas áreas do meio científico rompe com tal lógica altruísta. Ademais, desde o início da era industrial, muitos brasileiros priorizaram uma qualificação profissional no exterior para obterem um emprego mais remunerado, porém com a facilidade de emprego e o reconhecimento digno na área profissional no exterior, muitos brasileiros acabam não voltam para seu país de origem.
Outrossim, de acordo com a pesquisa do Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD), o Brasil está ficando para trás na revolução digital e sem mão de obra qualificada cai no ranking de competitividade global de talentos. Além disso, várias universidades no exterior estão criando programas de atração de talentos internacionais, coisa que o Brasil faz ao contrário,ou seja, retira verbas das universidades dificultando ainda mais o meio científico .
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o governo federal por meio de verbais deve investir no programas científico tanto de universidades públicas como de privadas, estimulando novos cérebros a residir no Brasil e sem ter que procurar empregos no exterior. Nesse sentido, o fito de tal ação é atrair cada vez mais pessoas com mão de obra qualificada, seguindo o pensamento de Edward Teller, de que a ciência hoje será a tecnologia de amanhã.