Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 10/06/2020

O Brasil é considerado um país em subdesenvolvido, logo, não é referência no que tange o assunto investimento em pesquisas. E graças ao investimento insuficiente no ramo da ciência somado ao pouco incentivo a pesquisas e desenvolvimento de novas ciências, torna a fuga de cérebros um problema recorrente no país uma vez que muitos pesquisadores e cientistas brasileiros busquem melhores oportunidades para desenvolver seu trabalho em outros países.

Em primeira análise, a fuga de cérebros no Brasil, de acordo com o filósofo Pierre Bourdieu, funciona como um “habitus” dentro da sociedade pois é anterior e exterior ao indivíduo. Assim a constante busca por melhores oportunidades de emprego em outros países entre os cientistas, passa despercebida dentro da população que já tornou normal a ida dos mesmos o para lugares com melhores recursos. Entretanto, ao perder tantos talentos o Brasil, acaba deixando de desenvolver tecnologias nacionais e precisa comprar as mesmas de outros países.

Em segunda análise, devido ao pouco incentivo ao ramo da ciência e pesquisa nos centros educacionais, torna-se cada vez mais escassa a quantidade desses profissionais no país. E somado a isso o baixo investimento nesse ramo desestimula aqueles que queria seguir esta carreira. Entretanto, o descaso com esse ramo faz com que o país torne-se atrasado tecnologicamente em relação aos demais países do globo.

Devido a isso é necessário que o governo federal juntamente com as instituições de ensino incentivem os jovens a ingressar no ramo da ciência e pesquisa, demonstrando através de palestras e propagandas a importância dos cientistas para o Brasil. Além disso o governo deve criar melhores programas para os cientistas e pesquisadores já existentes que façam com que eles queiram permanecer no país, através de melhores salários e laboratórios equipados. Assim tal problema será solucionado no país.