Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Nas primeiras décadas do século XX, o físico alemão, Albert Einstein, se mudou definitivamente para os Estados Unidos após seu país declarar a legalidade do Nazismo. Consequentemente, os méritos dos estudos do cientista e de suas teorias foram dados ao Governo Americano e, a Alemanha se tornou a coadjuvante na história do gênio. Trazendo para a contemporaneidade, muitos “cérebros” brasileiros deixam o território natal em busca de maior valorização e melhor condição de vida, oferecendo o segundo lugar ao Brasil como auxiliar em seu sucesso. Por isso, torna-se necessário o debate acerca do desprezo governamental e do papel da educação social perante a isso.

Em primeira análise, é notável o abandono governamental brasileiro em relação à ciência e seus profissionais. Em 2019, cortes de verbas foram destinados ao MCTIC, esse que é responsável pelo aprimoramento de políticas nacionais que visam as pesquisas científica e tecnológica. Por isso, de acordo com o jornal GaúchaZH, essa irresponsabilidade com a ciência compromete o andamento de pesquisas e investimentos em áreas de transporte e infraestrutura do país, por exemplo. Assim sendo, muitos médicos, biomédicos e demais estudiosos possuem a sensação de menosprezo e preferem trabalhar fora do território verde-amarelo para que recebam seus devidos valores.

Em segunda Análise, na visão crítica coletiva, a ciência não possui o poder e a confiança dos cidadãos. De acordo com jornal o Globo, um terço dos brasileiros desconfiam da ciência, afirmando a falta de educação social existente em grande parte do país. Muitas pessoas vêem os estudos científicos com insignificância, já que a política atual propaga ódio aos centros de pesquisas e seus integrantes. Dessa forma, a desinformação e a rejeição da população relativas aos “cérebros” do Brasil, formam um território atrasado intelectualmente.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar esse impasse. O Governo Federal em parceira com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), deve investir no âmbito científico, por meio do aumento de verbas para profissionais trabalharem no seu ramo e, ainda, pela veiculação publicitária sobre a relevância que pesquisas e estudos da natureza têm para uma sociedade, a fim de informar a população e erradicar o tabu de que o Brasil não se importa “cérebros”. Feito isso, o caso de Albert Einstein deixará de ser comum no território brasileiro.