Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Nas Pólis gregas da Antiguidade ocorreram movimentos migratórios conhecidos como diásporas. Elas eram ocasionadas pela falta de recursos, que a pequena cidade oferecia para a crescente população que à habitava, fato que provocava a saída das pessoas em busca de melhores condições. Atualmente, no Brasil, ocorre a fuga de cérebros, profissionais altamente qualificados, que não encontram no país condições favoráveis para a sua permanência. Esse fato apresenta enormes desafios para o seu combate, entre eles estão, o maior investimento para  fundações responsáveis pelo financiamento da pesquisa nacional e a melhoria do mercado de trabalho para esses profissionais.

Primeiramente, as universidades públicas, responsáveis pela maior parte do desenvolvimento cientifico do país, muitas vezes não apresentam a estrutura necessária para a realização das atividades dos pesquisadores. Desse modo o conhecimento cientifico e tecnológico nacional não desenvolve como nos outros países que apresentam melhores condições. Segundo dados do “G1”, em países desenvolvidos, como o Japão mais da metade dos pesquisadores estão empregados, enquanto que no Brasil essa porcentagem é de 18%.  Essa falta de mercado de trabalho para os profissionais que se formam em áreas relacionadas a tecnologia e ciência, provoca a saída de muitos do Brasil, em busca de melhores condições de vida.

Ademais, as fundações responsáveis por financiar as pesquisas e garantir as bolsas ganham pouco investimento por parte do governo brasileiro. No ano de 2019 o conselho Nacional de desenvolvimento cientifico e tecnológico (CNPq) anunciou que haveria risco de não pagamento de seus bolsistas. Essa constante instabilidade em relação a renda desses profissionais desestimula que eles deem continuidade as suas atividades no Brasil, e faz com que muitos procurem outras pesquisas e empregos em outro país. Segundo dados da receita federal, no ano de 2017, o número de profissionais qualificados que deixaram o Brasil de forma definitiva foi mais de 21 mil.

Portanto, para combater a “diáspora” de cérebros no Brasil são necessárias medidas eficazes. O Ministério da ciência e tecnológica deverá oferecer mais incentivo aos profissionais que desenvolvem pesquisas no país, por meio de mais investimento destinados ao CNPq, responsável por incentivar a formação de pesquisadores, para que dessa maneira eles não se sintam desmotivados pela falta de suporte, e as suas bolsas de pesquisa sejam garantidas. Além disso, o Ministério da educação deverá assegurar melhores condições estruturais nas universidades publicas, mediante destinação de verba para reformas e manutenções dos laboratórios, para que dessa forma a tecnologia se desenvolva, e  haja mais empregos para esse profissionais no país.