Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

A falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil remete questões histórico-culturais. Ou seja, como o país sempre foi muito eficiente na produção agropastoril devido ao clima e solo favoráveis, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente durante o Brasil Colonial nunca foi prioridade como era na Europa. Tal ócio cientifico perdura até os dias de hoje, porém agora devido à problemas de políticas públicas.

Com a posição geográfica favorável do Brasil, o setor primário sempre foi algo economicamente vantajoso. Assim, os principais investimentos recaem na produção agrária, deixando as outras áreas “esquecidas”. Logo, após décadas de investimentos,“o Brasil é primeiro mundo em tecnologia agrícola”, segundo o diretor do curso de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Prof. Dr. Izaias de Carvalho Borges, mas fica para trás em outros aspectos.

Outrossim, é válida a análise do incentivo público aos cérebros no Brasil. Falta de oportunidades de emprego, reconhecimento social e financiamento propiciam a busca por outros países e regiões de jovens da nossa nação. Segunda matéria do jornal “BBC” o medo do desemprego e o cancelamento da bolsa são fatores determinantes para o público se destinar a locais de melhores oportunidades.

É mister, portanto, que o Estado deve contribuir a partir do Ministério da Educação para o incentivo de jovens com capacidades cognitivas avançadas. A partir da criação do projeto nacional “Adote uma invenção”, as feiras científicas deverão se passar a ser obrigatórias tanto em escolas públicas quanto privadas e com a presença de investidores privados, premiando as mais inovadores invenções. Assim, trazendo isenções fiscais a essas empresas e maior incentivo a criação de novas tecnologias. Além disso, é fundamental investir em maior destinação de verbas, para o meio educacional, garantindo o maior número de bolsas em todo território nacional.