Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

O período denominado “êxodo nordestino”, em meados dos séculos XIX e XX, foi marcado por grande fluxo migratório dos indivíduos dessa região para o centro-sul brasileiro, devido a causas econômicas e à busca por melhores condições de vida. Posto isso, de maneira análoga ao período supracitado, parte dos profissionais brasileiros migram para outros países com o mesmo intuito dos nordestinos, melhores oportunidades, isso corrobora a fuga de cérebros no Brasil. Desse modo, faz-se necessário analisar os  desafios no combate à migração desses indivíduos, como a ineficiência Estado no incentivo aos pesquisadores e no pouco investimento em pesquisa nas universidades brasileiras.

A priori, é importante que o Estado incentive a ciência e, consequentemente, os pesquisadores, para que a profissão e as pesquisas com fins brasileiros sejam devidamente valorizadas, assim, se torna prescindível a fuga para outra nação por esse motivo. Diante disso, cabe salientar o pensamento do escritor Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou uma nação. Visto isso, entende-se que a situação desfavorável dos profissionais de pesquisa quanto à falta de oportunidades e incentivo no país confirmam a insatisfação, a qual só é desmistificada com a eficiência do Estado. Dessa forma, é fundamental a criação de projetos por este, que ampliem atuação dos cientistas e, por conseguinte, beneficiem o desenvolvimento do país, somado a isso, o governo deve estimular a inovação e disponibilizar os recursos necessários para essa geração de estudiosos.

Outrossim, é imperativo pontuar a importância do Estado investir amplamente nas universidades brasileiras, pois isso combate a fuga dos estudiosos para fora do país, além de ser nesse ambiente onde os grandes cérebros se formam e desenvolvem suas pesquisas, que são fundamentais para o progresso da ciência. Nesse contexto, cabe enfatizar que nos países desenvolvidos, o dinheiro que financia a ciência na universidade é público, de acordo com o Jornal da Universidade de São Paulo. Nessa perspectiva, entende-se que, para o avanço de um país, é imprescindível o investimento na educação, principalmente nas pesquisas do Ensino Superior, no entanto, na conjuntura hodierna, esse setor não tem sido vastamente incentivado economicamente,para o melhor desempenho dos estudos científicos. Isso tem carroborado a migração de grandes pesquisadores para outros países.

Portanto, faz-se fundamental a atuação do Ministério da Ciência e Ministério do Trabalho, pela responsabilidade de gerenciar projetos insiram mais pesquisadores recém formados no mercado de trabalho, o qual deverão desempenhar o papel de gerar maior incentivo ao profissional. Ademais, o Ministério da Fazenda deverá aumentar as verbas destinadas às universidades e, assim, desempenhar o papel de investir mais nas pesquisas e, consequentemente, na educação.