Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

O filme “A rede social” é um filme baseado em fatos reais que narra a história de Marck Zuckemberg e da criação do “Facebook” - mídia social que possui mais de dois bilhões de usuários segundo matéria do “G1”. A narrativa chama atenção por mostrar a criação de um  sucesso  que foi pensado por jovens estudantes da universidade de Harvard. Além disso, é notório a presença de um brasileiro na equipe de criação, Eduardo Saverin é um dos cinco fundadores e um exemplo da fuga de cérebros do país. Nesse sentido, é válido analisar os desafios no combate a essa prática e a tentativa de reverter o quadro através tanto de investimentos à melhores oportunidades educacionais, quanto de incentivo público.

Em primeira análise, é de suma importância a verificação do investimento Federal quanto as universidades brasileiras, visto que são centros de unificação em prol do desenvolvimento estudantil. De acordo com o filósofo prussiano Immanuel Kant, " o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele", ou seja, detentor de toda transformação e desenvolvimento de uma sociedade. Trazendo tal perspectiva para a análise do decorrer do século XXI e da busca por melhores e mais práticas condições de vida, a qual a tecnologia auxilia não apenas na criação de meios de lazer, mas também da saúde. Prova disso, urge em 2020 uma grande luta na tentativa da criação da vacina para o corona vírus, motivou pesquisas em todo o mundo.

Em segunda análise, é válida a análise do incentivo público aos cérebros no Brasil. Falta de oportunidades de emprego, reconhecimento social e financiamento propiciam a busca por outros países e regiões de jovens da nossa nação. Segunda matéria do jornal “BBC” o medo do desemprego e o cancelamento da bolsa são fatores determinantes para o público se destinar a locais de melhores oportunidades. Além da recessão econômica que atinge o país a falta de perspectiva de qualidade de condições de estudo e emprego afugenta grande contingente de pessoas. Faz-se necessário, portanto, a busca por incentivos fiscais a projetos de fixação desse grupo no próprio mercado brasileiro.

É mister, portanto, que o Estado deve contribuir a partir do Ministério da Educação para o incentivo de jovens com capacidades cognitivas avançadas. A partir da criação do projeto nacional “Adote uma invenção”, as feiras científicas deverão se passar a ser obrigatórias tanto em escolas públicas quanto privadas e com a presença de investidores privados, premiando as mais inovadores invenções. Assim, trazendo isenções fiscais a essas empresas e maior incentivo a criação de novas tecnologias. Além disso, é fundamental investir em maior destinação de verbas, para o meio educacional, garantindo o maior número de bolsas em todo território nacional. Assim, poderá se ver criações como a do “Facebook” no país e que façam do Brasil um exemplo a não fuga de cérebros.