Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

De acordo com dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico o Brasil tem atualmente 7,6 doutorados a cada 100 mil habitantes,número inferior comparado a países como Japão com 13 e Estados Unidos com 20.Essa situação é agravada pelo êxodo dessas pessoas para outras nações,o que traz desafios em seu combate seja pela ausência de um ambiente de pesquisa e trabalho favoráveis ou por bolsas de estudos com baixa remuneração.

A princípio,a carência de um ambiente favorável à pesquisa e trabalho é uma realidade no Brasil,visto que as universidades públicas não apresentam estrutura de qualidade além da falta de  docentes com mestrado e doutorado.Nesse sentido,é inviável a permanência de estudantes após o término de seus cursos no país,pois o descaso do governo federal e estadual com a educação afeta o futuro deles como profissionais.Sob essa perspectiva,a citação do grande educador brasileiro Paulo Freire que :“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”,ratifica a importância em melhorar as condições para a retenção desses cérebros no Brasil,que posteriormente trará mudanças significativas na respectiva educação como também na economia.

Outro importante aspecto,as bolsas de estudos com baixas remunerações no Brasil é reflexo da escassez de iniciativas públicas e privadas que possam incentivar pesquisadores,mestrandos e os atuais alunos a perdurarem nas instituições de ensino superior e por conseguinte no próprio país.Nessa conjuntura,nações como o Canadá e Suíça,em Genebra, apresentam programas de atração de talentos internacionais em suas universidades, que apostam e acreditam no potencial de estudantes e de pós-graduados,nos quais oferecem bolsas com valor relativamente alto as quais fascinam e chamam a atenção dos brasileiros,que ficam a mercê da escolha que refletirá por sua vida tanto no âmbito profissional quanto no econômico.

Portanto,a diáspora de cérebros do Brasil é resultado da ausência de ambiente de pesquisa e trabalho favoráveis,o que torna necessária a criação,por parte do governo federal,de parcerias com empresas privadas que ajudem a melhorar a estrutura das faculdades públicas,com instalação de laboratórios e salas mais modernas e em troca o governo garantiria a redução nos impostos dessas corporações.Por outro lado,a produção de uma lei por parte do poder legislativo a qual obrigue os governos estaduais e federais a pagarem bolsas de pequisas e doutorados condizentes com as de outros países,afim de que esses cérebros permaneçam e a ajudem o Brasil a progredir.