Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus ‘‘filhos’’. Entretanto, isso não é posto em prática, visto que há uma enorme fuga de cérebros no Brasil, que é a emigração de estudiosos para outros países. Com base nesse viés, é importante analisar os motivos dessa fuga, entre eles estão a falta de financiamento estudantil e a procura por melhores oportunidades laboraia.

Em primeira análise, segundo o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Contudo, não é o que acontece, visto que  governo deixa a desejar quando trata-se do investimento em pesquisas, uma vez dados levantados numa pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, mostram que o Brasil investiu 1,26% do PIB, o que é pouco comparado com o total. Diante disso, muitos estudantes e pesquisadores emigram para outros países em busca de reconhecimento e investimento.

Em segunda análise, de acordo com o blog Cidadania e Cultura, cerca de 13.000 brasileiros emigraram entre 2011 e 2017, visando uma melhor qualidade de vida. Sendo assim, atraídos por trabalhos no exterior, em busca de uma melhor remuneração, benefícios e reconhecimento, o Brasil perde seus profissionais para grandes potências, como o Estados Unidos. Ademais, isso gera um enorme dano à economia do país que ‘‘perdeu os cérebros’’.

Portanto, faz-se mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações juntamente com o Ministério da Educação, forneçam as melhores condições para as pesquisas nas universidades, por meio de programas de incentivo à pesquisas com financiamentos e que  haja reconhecimento para professores e alunos com bons projetos, a fim de diminuir a crescente fuga de cérebros e para que o Estado proteja seus ‘‘filhos’’, como previa Hegel.