Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
A fuga de cérebros é um termo que significa a emigração de pesquisadores e profissionais capacitados, que em detrimento dos desafios enfrentados no seu país de origem, buscam empregos e incentivos às suas pesquisas em países que lhe propiciem recursos e investimentos. A exemplo disso, o Brasil, pois, perde muitos especialistas em diversas áreas da ciência devido a problemas em relação ao pouco incentivo e assistência aos cientistas, como também a desconfiança da população em suas pesquisas.
Em primeira análise, o ambiente de pesquisas acontece em grande parte nas universidades públicas, que são sujeitas à política pública e sua decisão da aplicação de fundos, para bolsas financeiras e manutenções estruturais de laboratórios e seus itens de pesquisa, que passa por diversos descasos e sucateamento por falta de auxílio governamental. Além disso, segundo o Centro de Gestão e Estudos do Ministério da Ciência e Tecnologia, aproximadamente 30% dos mestres e doutores recém-titulados encontram dificuldades no mercado de trabalho, reflexo do baixo interesse da indústria brasileira, que os considera caros e que não valem o gasto, o que evidência a ausência de apreço por esses profissionais.
Em segunda análise, grande parte da população brasileira desacredita no financiamento à ciência e os benefícios que ela pode trazer, esse descrédito causa a carência de estimulo à jovens a seguirem e permanecerem em carreiras científicas, incitação que deve ser feita não só pelas escolas mas pela educação como um todo. Por isso, é fundamental que haja uma valorização dos cientistas no geral, para que haja especialistas aptos a contribuir para o desenvolvimento da nação.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Ciência em parceria com a mídia por meio de comerciais divulgue feitos de cientistas brasileiros e como o resultado de suas pesquisas influenciou a vida dos brasileiros no dia a dia, assim como também sua utilidade no mercado de trabalho em diversos âmbitos, para que seja possível aproveitar os formados no ensino superior nacional. Outrossim, é importante que o Ministério da Educação em conjunto com o ensino básico desperte a curiosidade e interesse nas crianças, com experiências que estimulem a vontade por conhecimento e reflexão crítica, para encaminhar a formação de novos cientistas brasileiros que possam realizar suas pesquisas em seu país.