Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
Malala Yousafzai, ativista paquistaneza, teve sua história marcada pela extrema vontade de estudar e desenvolver seus conhecimentos. Entretanto, o ambiente cultural ao seu redor a desmotivava e não investia adequadamente em sua formação, tendo como clímax o atentado que sofreu, por defender essa causa, e fê-la mudar de País. Apesar da diferença cultural e geográfica, o hodierno contexto brasileiro, faz com que cérebros brilhantes, como o de Malala, sejam simbolicamente forçados ter a mesma atitude que ela, seja pelos obstáculos econômicos que enfrentam, para a prática da ciência, ou seja pelo desestímulo à desenvoltura de seus talentos.
Em primeiro plano, a falta de recursos para o projeto dos estudantes faz com que tenham suas pesquisas limitadas. Entretanto, nota-se com o contexto formacional brasileiro, de País em desenvolvimento e de economia agrária, que ele sempre forneceu à matéria bruta para o exterior, a qual passava por desenvolturas tecnológicas e era recomprada pelo Brasil. Assim, ao fazer uma analogia dessas idéias, é notável que o mesmo acontece com os cientistas, fornecidos como “matéria bruta” para outros Países, onde conseguem concluir seus projetos, expondo que o que ocorre é uma falta de priorização de investimentos, por parte dos governos, que culmina na atual fuga.
Em segundo plano, a falta de esperança dada a essa talentosa geração de pesquisadores, a desestimula na desenvoltura de projetos inovantes. Entretanto, já dizia o empresário norte-americano, Steve Jobs, o que distingue um seguidor de um líder é a inovação. Logo, fica nítido que o Brasil não pode sair de seu quadro atual sem inovações, por isso é preciso dar valor às grandes mentes emergentes e esperança para desenvolverem seus conhecimentos e talento.
Portanto, diante dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, é necessário que o governo disponibilize os recursos suficientes para universidades e centros de pesquisas. Isso deve ser feito por meio de um projeto, onde haja presença de profissionais da área de finanças, que irá estudar formas eficientes de proporcionar aos estudantes os capitais necessários para cessar os obstáculos econômicos enfrentados pelos mesmos. Ademais, é preciso que o ministério da educação estimule o estudo dos cientistas. Isso deve ser feito com ajuda midiática, que divulgue nos portais mais acessados os projetos em desenvolvimento, dando os devidos méritos ao estudante, para que a melhor desenvoltura de seu potencial, científico e estudantil, seja algo almejado socialmente. Dessa forma, brasileiros tão brilhantes quanto Malala não precisarão abandonar seu país de origem busca de Melhores condições educacionais, visto que o Brasil, emfim, poderá proporciona-las.