Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
Durante a década de 50, no governo de Juscelino Kubitschek, a industrialização brasileira entra em seu ápice tecnológico, o que trouxe grandes avanços científicos para o país. Porém, embora a situação supracitada tenha contribuído favoravelmente para a ciência nacional, isso não foi suficiente para atrair os grandes cientistas brasileiros. Assim, por falta de incentivos às práticas científicas nacionais, os grandes cérebros procuram por nações mais avançadas cientificamente para executar suas pesquisas inovadoras.
De acordo com o CNPQ - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico -, o número de pesquisadores dobrou dentre o período de 2004 a 2014. Mas, ainda que haja uma grande quantidade de pesquisadores, o incentivo à execução de projetos científicos continua baixo. Ou seja, a quantidade de cientistas atual poderia ser demasiadamente maior, se houvesse estímulos ao progresso científico. Assim, os níveis de desenvolvimento tecnológicos também cresceriam.
Por conseguinte, perante a não valorização da ciência nacional, diversos cientistas buscam novas sedes para executar suas pesquisas. Esse fenômeno é conhecido como “brain drai”, o qual significa o êxodo de cientistas de sua nação para trabalhar em instituições estrangeiras. Portanto, ao fazerem essa escolha, o nível de avanço da ciência brasileira é afetado diretamente, pois ele perde os melhores cientistas para os países mais desenvolvidos.
Portanto, para que combata-se a fuga de cérebros no Brasil, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), juntamente com o CNPQ, incentivem os pesquisadores e cientistas, por meio de palestras e mesas-redondas relacionadas à temática e, também, pela liberação de verbas suficientes para obter-se as estruturas laboratoriais necessárias para o desenvolvimento das pesquisas. Assim, o fenômeno do “brain drai” acontecerá ocasionalmente.