Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
O neurocientista brasileiro, Miguel Nicolelis, criador do mecanismo conhecido como “exoesqueleto”, proporcionou para um paraplégico, um chute na Copa do Mundo em 2014, não recebeu a devida atenção das mídias pelo seu feito científico tão importante. Com isso fica evidente a desvalorização destas conquistas, e como consequência disso, a busca por melhores condições destes profissionais ( estudantes, pesquisadores) em outros países. Nesse sentido, cabe analisar, a falta de apoio da população e Estado, e os investimentos insuficientes em educação.
Em primeira instância, é importante citar a Escola de Frankfurt, uma escola filosófica, que fala da “Cultura de Massa”, ou seja, para que algo tenha apoio e seja valorizado, as massas precisam apoiá-las. Trazendo para a atualidade, o que acontece é que a maioria dos artigos científicos, são escritos com linguagem rebuscada, que acaba dificultando a interpretação do público leigo, por conta da educação precária no Brasil, no qual muitos saem analfabetos funcionais. Sendo assim, os estudantes ( cientistas) acabam ficando sem apoio, ocasionando a fuga desses “cérebros” para outros países mais desenvolvidos, em busca de suporte e estímulos para suas pesquisas.
Em segunda análise, é notório que pouco é investido em educação de qualidade (laboratórios, pesquisas.) para esses pesquisadores. Em decorrência disso, os estudantes por falta de estímulos para que os seus projetos sejam realizados, acabam buscando novas maneiras de como poder dar continuidade aos seus trabalhos. Diante disso, é válido mencionar a importância do Estado dar esse suporte, pois isso pode gerar bons frutos, como no avanço das ciências médicas, que favorece na economia e entre outros aspectos. É necessário que sejam favorecidas boas condições para que elas (pesquisas) sejam desenvolvidas, como equipamentos de ponta, e assim eles encontrarem em nosso país todo o apoio, e não dependam de equipamentos estrangeiros.
Em suma, nota-se a displicência do poder estatal para com os cérebros em fugas do Brasil. Para reverter esse problema, é necessário que o Estado, em conjunto com o Ministério de Educação, promova uma didática de base mais qualificada, desde o ensino básico ao superior, para que assim, estejam familiarizados com a linguagem mais formal, podendo haver também, artigos com linguagem mais acessível, facilitando o entendimento, e dessa forma ir melhorando a questão do apoio das massas, como sugere a escola de Frankfurt. Além disso, é necessário que o governo federal, disponibilize verbas para financiar projetos, por meio de laboratórios bem equipados com tecnologia atualizadas, evitando que os estudantes dependam de países desenvolvidos. Dessa maneira, haverá a queda da saída desses profissionais por falta de recursos.