Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
No período Colonial, no Brasil, no século XVII, era evidente a emigração de diversos intelectuais, com alto poder aquisitivo, para o exterior com o objetivo de realizar um curso superior como direito ou medicina. Nessa perspectiva, nos dias atuais, o número de emigrantes cientistas no País aumentou consideravelmente. Com isso, a falta de investimentos nos setores da ciência e tecnologia e a falta de empregos na área científica são os principais desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil.
Primeiramente, segundo Gilberto Kassab, Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, é de vital importância investir em ciência e tecnologia para garantir desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e a melhoria de vida no País. Entretanto, o corte no orçamento e do Produto Interno Bruto (PIB) destinados à produção científica são os principais impasses para o desenvolvimento pleno da tecnologia e ciência de ponta no território brasileiro. Dessa maneira, diversos estudantes com altas capacidades intelectuais migram para o exterior em busca de auxílio em pesquisas científicas, favorecendo, desse modo, a economia de Países desenvolvidos.
Ademais, a falta de empregos na área de pesquisa científica corrobora o aumento da fuga de cérebros no País. Dessa maneira, segundo o filósofo Aristóteles: “a felicidade total só é alcançada quando tudo cumpre sua finalidade”. Hodiernamente ao pensamento do estudioso, diversos cientistas no início da carreira encontram dificuldades de encontrar um bom emprego na sua respectiva área. Desse modo, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 20.000 profissionais qualificados emigraram do brasil em busca de melhores oportunidade e, consequentemente, da sua felicidade. Com isso, torna-se evidente a necessidade da criação de projetos para a permanência de tais cérebros e, juntamente, o aumento no desenvolvimento científico no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Governo Federal minimizar a emigração de cérebros da sociedade brasileira, por meio do direcionamento de verbas para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, para a criação de novos laboratórios com equipamentos modernos, juntamente com a aplicação de política de retenção desses indivíduos, com o objetivo de valorizar e diminuir a fuga de tais profissionais qualificados e, por fim, incrementar no mercado novos intelectuais que irão trazer benefícios para a economia do País.