Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
Durante o Período Colonial Brasileiro, os jovens ricos iam estudar na Europa, pois no Brasil não havia universidades. Paralelo a isso, ainda hoje ocorre essa fuga de cérebro no país — não por falta de universidades — e há grandes desafios no combate desse problema. Tais obstáculos decorrem do ínfimo investimento dados aos pesquisadores e da precária infraestrutura do centros de pesquisa brasileiros.
A princípio, é importante destacar que os grandes mestres e doutores da ciência do Brasil são profissionais considerados muito caros para as indústrias, explicando, então, o fato de 35% dos brasileiros que têm mestrado e doutorado estarem desempregados, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Assim, fica evidente a falta de incentivo dado aos estudiosos, fazendo com que eles busquem oportunidades em países estrangeiros e deem frutos científicos fora.
Além disso, outro corroborador da fuga de cérebros são os problemas estruturais. A saber, tem-se o fato ocorrido em 2019, em que, foram cortadas as verbas destinadas à ciência por parte do Governo Federal. Tal realidade é preocupante, visto que se antes já havia ínfimos investimentos, após o corte a situação se torna ainda pior. Destarte, as universidades federais têm grande potencial de promover instituições como a Fiocruz — que tem como objetivos promover a saúde e o desenvolvimento social, através da ciência e tecnologia —, mas desperdiçam a oportunidade de investir e acarreta danos ao crescimento científico brasileiro.
Fica claro, portanto, que o combate à fuga de cérebros no Brasil é dificultado pelos baixíssimos investimentos nos pesquisadores e na infraestrutura dos locais de pequisa. Logo, é necessário que empresas privadas — como a DuPont e a Vale — remunerem melhor os cientistas e abra mais vagas de trabalho, por meio de incentivos dado por empresários e investidores, a fim de estimular esses profissionais. Ademas, o Ministério da Ciência deve investir nos laboratórios das universidades federais, comprando aparelhos novos, para dar melhores condições de pesquisa.