Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
Para o monge budista Dalai Lama, toda ação humana, quer se torne positiva ou negativa, precisa depender de motivação. Entretanto, embora seja importante um impulso para a realização de alguma ação, como afirmava o pensador, no Brasil, infelizmente, existem profissões não valorizadas como deveriam e essa falta de valorização acarreta uma fuga de cérebros do país. Em virtude disso, é mister que ocorra um maior investimento estatal em centros de pesquisa, por exemplo, universidades públicas, bem como uma maior oferta de emprego para pesquisadores.
Em primeiro plano, é fato que dentro de universidades públicas existem pessoas detentoras de conhecimento em muitos âmbitos e hábeis a desenvolver inovações para a ciência, como os pesquisadores. Contudo, a falta de verba governamental para os recursos das instituições e para o salário desses trabalhadores impede a ampliação e o avanço de pesquisas. Isso faz com que os pesquisadores busquem trabalhar em países que lhes oferecem qualidade de emprego e salarial, em que a ciência e a tecnologia são valorizadas, como em Singapura, onde existem cerca de 6.400 pesquisadores por milhão de habitante, enquanto no Brasil há apenas 700 por milhão, de acordo com pesquisa feita pelo Museu do Amanhã.
Em segundo plano, é de grande relevância que o Governo Federal disponibilize vagas de emprego para cientistas brasileiros, pois a falta de oportunidades também leva o indivíduo a buscar emprego fora. Segundo a bióloga Werneck, muitos de seus amigos foram trabalhar em outro país e não conseguiram voltar devido à falta de oportunidade. Além disso, ela aponta que se não houvesse essa evasão cerebral, o Brasil poderia estar no centro do mapa mundial da ciência. É evidente que o país possui pesquisadores altamente inteligentes e capacitados, como os do Instituto Adolf Lutz e da USP, que sequenciaram o genoma do coronavírus.
Portanto, tendo em vista os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, é de suma importância que o Governo Federal invista em centros de pesquisa brasileiros, disponibilizando verba para a infraestrutura desses locais e para o salário dos pesquisadores. Ademais, é relevante que as escolas promovam palestras e debates com esses trabalhadores para os alunos e falem sobre como acontecem as pesquisas e para que servem, para que desperte o olhar dos estudantes em direção à ciência. Destarte, a pesquisa e a ciência serão valorizadas no território brasileiro.