Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
No século XX, o modernismo (escola literária) tinha uma visão muito nacionalista no quesito de valorização de obras literárias e artísticas, e do mercado brasileiro. No entanto, quando se trata de pesquisas científicas, essa ideia não durou muito, visto que a população brasileira investe muito mais no mercado científico internacional, ao invés do nacional. Isso se deve, provavelmente, à falta de investimento financeiro por parte do Governo nas pesquisas elaboradas no Brasil, o que causa desvalorização e, consequentemente, a fuga de cérebros no Brasil.
Em primeira análise, de acordo com o filósofo Bauman, o ser humano vive em tempos líquidos, nada foi feito para durar. Portanto, é incapaz de manter uma identidade. Nessa ótica, quando se trata de projetos científicos nacionais, há uma visão na sociedade de que o mesmo não vão durar muito, mas pelo fato de ser um projeto nacional, e não por possuir embasamentos errados. Ainda, há a falta de crédito, não apenas pela sociedade, mas também por parte do Governo e da mídia que, muitas vezes e sem perceber, valoriza mais os artigos científicos internacionais.
Em segunda análise, segundo o pensador Eduardo Galeano, o ouro brasileiro deixou buracos no Brasil, templos em Portugal e fábricas na Inglaterra. Dessa forma, mesmo que sem intensão, os brasileiros nativos (os índios), desvalorizavam a riqueza brasileira, fazendo que outros países se desenvolvessem mais facilmente e, por consequência, hoje terem mais estrutura e financiamento para a realização de pesquisas científicas. Dessa forma, vê-se que há pouco investimento financeiro nas ciências e tecnologias brasileiras.
Nessa ótica, conclui-se que, que seja amenizado os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, o Ministério da Educação junto com a mídia devem fazer palestras e comerciais, visando mostrar o quão valiosas são as pesquisas realizadas no Brasil e por brasileiros. Ainda, os Ministérios da Economia e da Ciência e Tecnologia devem investir nas pesquisas financeiramente e dando todo o apoio necessário para a contribuição do desenvolvimento brasileiro, para que, assim, ao invés de estudiosos brasileiro irem buscar valorização fora do país, estudiosos estrangeiros venham buscá-la na Nação Brasileira.