Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
O movimento de emigração de jovens pesquisadores para fora do país tem gerado muita preocupação para o futuro do Brasil. Denominado vulgarmente como “fuga de cérebros”, esse tipo de emigração qualificada é causada por diversos fatores e pode acarretar em graves consequências a médio e a longo prazo para a nação.
Nesse trilhar, essa recente diáspora científica tem sido motivada, sobretudo, pela falta de investimento e apoio governamental às agências de pesquisa. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvi-mento Econômico, apenas 0,2% da população brasileira possui doutorado, número bem abaixo da média dos demais países listados. Tal informação comprova o pouco valor dado à ciência em solo nacional, que vai na con-tramão dos demais países em desenvolvimento no quesito pós-graduação, cujos investimentos em bolsas universitárias para talentos internacionais só tem aumentado.
Ademais, outro obstáculo encontrado pelos estudiosos e pesquisadores no Brasil é a questão da garantia de emprego, bem como a valorização do conhecimento por eles adquiridos. Infelizmente, o mercado de trabalho brasileiro não está preparado para pessoas altamente qualificadas e estas acabam optando por propostas de trabalho melhores em outros países.
Nesse turno, a fuga de cérebros crescente acarreta para o futuro da nação uma consequência desastrosa, capaz de gerar um déficit nacional de cientistas e, por conseguinte, uma deficiência nas pesquisas nacionais, gerando ciência de pouca qualidade. Tal problema é tão grave que, se assim continuar, o Brasil será cada vez mais dependente das tecnologias dos outros países.
Assim, é possível concluir que, para reter esses cientistas no Brasil, é imprescindível que haja investimento do governo nas Agências de Pesquisas focadas na ciência e na tecnologia, e haja estímulo de capacitação de pessoal com a garantia de emprego para tais profissionais. Pois é investindo na educação de qualidade que se desenvolve um país.