Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

A ciência é necessária para a humanidade, pois ela auxilia o homem na busca pelo conhecimento. O grande desafio é que, muitas vezes, a pesquisa e a busca pelo conhecimento não são amplamente incentivadas pelo Governo, o que é um grande empecilho para os cientistas do país. Dessa forma, muitos escolhem mudar para outros países onde conseguirão mais apoio e incentivos para seus estudos, provocando o que se chama de fuga de capital humano ou fuga de cérebros humanos.

É quase impossível imaginar um futuro o qual não esteja marcado pela ciência e suas contribuições, afinal, segundo as autoras do livro “Para compreender a ciência”, “produzir ciência é uma tentativa de entender e explicar racionalmente a natureza”, que é algo que o ser humano busca constantemente. No Brasil, a falta de incentivo e a inconstância no financiamento das pesquisas, além de desestimular os cientistas, prejudica aquelas pesquisas que já estão em andamento. Isso, porque, segundo José Wellington Tabosa, físico da Universidade Federal de Pernambuco, “a interrupção de um projeto de pesquisa, mesmo por um curto tempo, pode significar o seu fim.”

Além disso, apesar dos problemas de financiamento, há aqueles obstáculos exclusivamente burocráticos, os quais dificultam ainda mais a ciência no Brasil. A lei de licitações, por exemplo, tem o intuito de evitar o uso indevido dos recurso e o superfaturamento, entretanto ela acaba dificultando ainda mais o repasse de verbas das universidades públicas para as pesquisas. E, muitos cientistas têm que importar materiais e insumos para serem utilizados nos laboratórios, porém esses podem demorar meses até serem liberados pela alfândega, sem contar com os impostos que são cobrados, tornando o valor final do produto até três vezes o que é pago por cientistas na Europa e nos Estados Unidos.

Portanto, urge que do Legislativo crie medidas para ajudar a diminuir de maneira efetiva a burocracia que os cientistas têm enfrentado para conseguir realizar seus projetos de pesquisa no território nacional. Ademais, é importante que o Brasil também feche mais parcerias científicas internacionais com o objetivo de oferecer mais recursos para os pesquisadores, proporcionando uma colaboração científica mais expressiva no território nacional. No entanto, apesar dessas medidas, é preciso também que as instituições de ensino incentivem seus estudantes a promoverem e buscarem o conhecimento científico, através de palestras e projetos, para que a ciência e a busca pelo conhecimento sejam estimuladas desde cedo na vida escolar da população brasileira. Apenas assim será possível combater de modo mais eficiente a fuga de capital humano que ocorre no país.