Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

No filme “simplesmente acontece”, o personagem principal alex, ganha um bolsa de estudo e muda para outro país em busca de oportunidades melhores do que seus país de origem pode oferecer. Fora da ficção, essa realidade está cada vez mais comum no Brasil, tendo em vista que vários jovens e adultos procuram novas oportunidades de estudo e trabalho no exterior, pois no Brasil não tem o devido incentivo e a falta de verba governamental. Tais fatores potencializam essas “emigrações de cérebros “ no país.

Em primeira análise, o incentivo dos brasileiros sobre pesquisas e ciência está bem abaixo em comparação a países desenvolvidos. No qual a “fuga de cérebro” seja constante no Brasil. Segundo o pensador Antônio Cândido, o ser humano chegou ao máximo de racionalidade tecnológica, mas quando passamos a banalizar esse conhecimento, chegamos ao máximo de barbárie. Partindo desse pensamento, o brasileiro está no “máximo de barbárie“, onde o meio científico acadêmico é visto como algo inútil. Naturalmente, essa falta de estímulo gera um um desânimo por parte dos pesquisadores que colaboram diretamente nas inovações brasileiras.

Em segunda análise, no quadro “Abaporu” de Tarsila do Amaral, o personagem principal é desproporcional. Enquanto seus pés ocupam a totalidade, sua cabeça ocupa apenas uma pequena. Semelhante a arte é os investimentos do governo em relação a valorização profissional com o nível superior. Enquanto as aplicações de capitais para outros setores ocupam quase totalidade da atenção, a preocupação com estudos científicos e incentivos dos profissionais ocupa uma pequena parcela. Certamente, quando esses governantes não dão o devido suporte para esses profissionais, deixando os mesmo sem escolha para sair do país.

Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de ações governamentais que garantam a lei de bolsas a estudantes de mestrado e doutorado, além de instalações de centros de pesquisas. Adicionalmente, cabe ao governo incorporar tecnologias internacionais, por meio de acordos transnacionais, para impulsionar o avanço e suficiência da produção brasileira. Promovendo, dessa forma, um amparo aos diplomatas do país, para que garantam, com qualidade, o gradual progresso científico, e recebam o direito de boa estrutura trabalhista.