Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

Segundo o físico teórico Albert Einstein, toda a nossa ciência comparada com a realidade, é primitiva e infantil, e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos. Sendo assim, o mundo da pesquisa constrói conhecimentos que são essenciais para o desenvolvimento de uma nação. Deste modo, o grande problema é a falta de investimento desse mecanismo no Brasil que gera uma fugas de profissionais para o exterior.

Em primeira análise, decorrente ao caso da neurocientista Suzana Herculano, diz que o Brasil se encontra em uma penúria tão grande que ela já precisou tirar dinheiro do próprio bolso para bancar pesquisas. Assim, vivenciamos uma era de dificuldades na ciência, acarretando atrasos nas pesquisas. Como prova disso, o mais recente relatório Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, divulga que o Brasil investiu 1,26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, onde o minimo é 2,0%.

Em segunda análise, dados divulgados pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz, mostram que 93% dos mais de 2 mil jovens entrevistados não sabem dizer o nome de um único cientista brasileiro. Desta forma, a ciência é apresentada tardiamente aos jovens gera uma desvalorização da profissão. Assim, segundo o blog Cidadania e Cultura, a saída de profissionais brasileiros qualificados para os Estados Unidos chega em 21.236 em 2017. Deste modo, com a crise econômica e condições estruturais no Brasil, o exterior oferece opções de trabalho que estão escassas no Brasil, levando ao brain drain, expressão em inglês que significa a migração de cientistas.

Portanto, diante da falta de investimento entenda-se o porquê a fuga dos profissionais para o exterior ocorre.  Logo, é necessário que o governo por meio de verba, reeduque, capacite e apoie a ciência brasileira no meio escolar, universitário e no mercado de trabalho, frisando a necessidade de cada ambiente. Com a finalidade de um mercado de serviços brasileiro completo e sem fugas de profissionais ao exterior.