Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Na série da Netflix “Elite”, a personagem “Nádia”, resolve deixar seu país de nascença em busca de melhores oportunidades de trabalho e estudo. Fora das telas, à “fuga de cérebros” é bastante recorrente na atual sociedade brasileira, visto que muitos indivíduos veem a necessidade de buscar em outros países valorização profissional na área científica e melhores condições de trabalho. Nesse sentido, é necessário analisar a falta de investimentos e a inobservância Estatal frente a essa problemática, a fim de minimizar essa evasão.

A priori, criado em 1985, no governo de José Sarney, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, tem como objetivo o desenvolvimento científico no Brasil, a fim de contribuir com a produção de conhecimento, riquezas e qualidade de vida para os brasileiros. No entanto, esse cenário não é uma realidade no país, uma vez que é tamanha a falta de infraestrutura e investimentos na ciência e seus ramos. Nessa conjuntura, muitos profissionais buscam por melhores condições de trabalho em países que oferecem um âmbito favorável à ciência, por exemplo, ambientes geridos por profissionais especializados em áreas do conhecimento pouco valorizadas, no Brasil. Desse modo, é indubitável que haja um maior investimento financeiro e educacional nesses processos, visando um melhor desenvolvimento econômico, industrial e informacional da sociedade brasileira.

A posteriori, segundo a socióloga Hanna Arentd, em sua teoria do “mal banal”, entende-se que descasos sociais quando repetidos indiscriminadamente, são naturalizados e aceitos por boa parte da população. Nessa perspectiva, é notória a tamanha inobservância Estatal frente a fuga de capital humano, no Brasil, isso porque, autoridades da lei negligenciam a necessidade da ciência para um desenvolvimento pleno das sociedades e, muitas vezes, desviam verbas destinadas aos progressos tecnológicos e científicos. Nessa lógica, esses descasos banalizados pelo governo e pela sociedade tendem a fomentar a emigração de muitos pesquisadores e cientistas para países que levam a sério benefícios científicos e tecnológicos. Assim, cabe ao governo e aos órgãos governamentais em valorizar e apoiar financeiramente esses profissionais, com o intuito de minimizar essa problemática.

Portanto, para manter esses pesquisadores e cientistas, no país, é imprescindível que o governo adote políticas de investimentos em inovações e pesquisas, criando um polo de inovações para que os pesquisadores tenham a oportunidade de desenvolver suas pesquisas e possam ter carreiras iguais a de profissionais de outros países, disponibilizando verbas, financiamentos e empregos bem remunerados para esses indivíduos. Dessa forma, haverá um combate eficiente á fuga de cérebros, no Brasil.