Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/06/2020
Consoante ao empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente à fuga de “cérebros” no Brasil, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, a atratividade exercida por países voltados ao desenvolvimento científico, além da injustiça secular centrada em ineficiências governamentais, fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim. Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o mundo modernizou-se, bem como o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, perpassado o tempo, projetos científicos permanecem subvalorizados no Brasil contemporâneo, cenário evidenciado pelo escasso investimento público nesse setor. Dessa forma, profissionais da área, em busca de condições favoráveis à realização dos seus estudos, migram em direção às nações aptas ao oferecimento das condições necessárias à promoção de pesquisas. Entretanto, tal fluxo unidirecional é nocivo à ciência brasileira, visto que a atratividade exercida pelos demais países corrobora um cenário de abandono dos centros de tecnologia e inovação nacionais, o que prejudica o progresso intelectual canarinho. Outrossim, a evasão de talentos também focaliza ineficiências governamentais quanto ao asseguramento das condições ideais de trabalho. Assim sendo, o êxodo de pesquisadores brasileiros, orientado pela busca de um cenário favorável ao pleno desenvolvimento tecnocientífico, evidencia uma configuração de descaso Estatal frente ao subsídio e estímulo à ciência. Logo, há uma incontrovertível retificação da Constituição Cidadã (promulgada em 1988 e perpetuante no Brasil hodierno), visto que o capital destinado à realização das pesquisas e estudos é insuficiente. Nesse contexto, o âmbito intelectual é prejudicado, já que, na ausência de fatores imprescindíveis à sua evolução, ele permanece estático e, consequentemente, retarda o avanço tecnológico. Por fim, medidas são vitais à dissolução da fuga de “cérebros”. A princípio, faz-se necessário que empresas do setor técnico-científico-informacional, mediante a criação de programas de bonificação, proporcionem um cenário favorável aos pesquisadores brasileiros, para que eles permaneçam e desenvolvam seus projetos em território nacional. Ademais, é imperioso que o Estado, a partir do subsídio da melhora dos centros de estudo e investimento em pesquisas, qualifique o contexto de desenvolvimento da ciência, a fim de que os talentos não abandonem o país. Dessa forma, o ideal de evolução proposto por Thomas Edison será, finalmente, atingido no Brasil contemporâneo.