Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 07/06/2020
“O ouro brasileiro deixou buracos no Brasil, templos em Portugal e fábricas na Inglaterra”, parafraseando o grande escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano,essa país emergente vivenciou desde seus primórdios, outras potências usurpando suas riquezas naturais e,ultimamente, técnicas. Com isso, hordienamente, verifica-se no Brasil o surgimento de uma grande problemática: A crescente fuga de cérebros brasileiros. Tal cenário decorre não apenas dessa síndrome permanente de país colonizado, mas também da falta de incentivo público a programas e bolsas de pesquisas aos pesquisadores.Assim, é crucial uma análise profunda dos desafios no combate à diáspora de cérebros .
Com efeito,é crucial mencionar como uma das causas principais dessa problemática é a contínua síndrome de colonizado na qual o Brasil se faz refém. Consoante o geógrafo Caio Prado Júnior, a realidade atual de um país é baseada na sua origem. Nessa perspectiva, durante todos os ciclos econômicos brasileiros - do açúcar, do ouro, da borracha e do café- o país encontrou-se refém da exportação , muitas vezes forçada, de seus atributos. Dessa maneira, até hoje, esse resquício colonial reflete-se nas atitudes do governo em relação à fuga de cérebros, no qual esse assume uma postura de observador, sem atitudes efetivas para combater esse mal social.
Sob esse viés, têm-se com uma das maiores consequências desse atraso social, a grande e cotínua fuga de cérebros no Brasil. De acordo com a neurocientista brasileira reconhecida internacionalmente Suzana Herculano-Houza, o país do samba é dominado por uma visão anacrônica na qual não se estimula desenvolvimento de pesquisas de jovens e nem aos subsídios para continuidade das que já são existente, e tudo isso gera um sentimento de frustração que leva a saída de profissionais qualificados do país. Nessa ótica, são desafios ao combate à fuga de cérebros a falta de verbas governantamentais destinadas a pesquisas científicas, precariedade na infraestrutura de laboratórios, insuficiência de tecnologia de ponta, ou seja, a negligência do Governo em promover circunstâncias favoráveis à permanência de pesquisadores no Brasil.
À luz dessas considerações, reforça-se a noção que a Síndrome do Colonizado ainda vigente no Brasil traz consequências ao país, como a inércia perante a um quadro de fuga de cérebros brasileiros. A partir desse viés,a fim de estimular a iniciação científica, torna-se imperiosa a adoção de medidas como incentivo á pesquisa em diversas áreas do conhecimento e concursos que ofereçam bolsas com recursos suficiente.tal prática deve ser realizada pelo Governo Federal através de previsão orçamentária e gestão responsável , e equânime, das verbas públicas; Ademais, também, por meio desse aparelho social, deve ser incentivado ainda na educação básica os benefícios de pesquisas.