Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

A 1ª Diáspora Grega, no período Pré-Homérico, foi causada pela opressão da Grécia pelos bárbaros Dórios. No contexto atual, o Brasil sofre com a diáspora de profissionais do país, causada por mais de um opressor. Assim, a incerteza dos investimentos e desesperança internalizada constituem os desafios no combate à fuga de cérebros do país.

Primeiramente, um núcleo científico, precisa de verba para bancar os equipamentos e o ambiente de pesquisa. Então, quando há a incerteza dos investimentos, há a criação de um ambiente de constate dúvida sobre a possibilidade de conclusão de pesquisas científicas. Um exemplo disso é o contingenciamento de quase metade da verba federal destinada à área da ciência em 2019, fato que comprova a existência desse cenário no país. Em resposta a isso, os profissionais brasileiros buscam, em outros países, a certeza da instalação e permanência de seus projetos.

Além disso, o sociólogo Pierre Bourdieu teoriza  o “habitus” como uma série de internalizações do exterior e externalizações do interior. Assim, aquele cenário de constate dúvida cria um exterior sem perspectivas, que será internalizado e repetido por “habitus”. Dessa maneira, a desesperança no futuro da ciência nacional é internalizada, o que incentiva brasileiros a procurar outros países para o desenvolvimento científico. Assim, a desesperança internalizada constitui um dos desafios para o combate à fuga de cérebros no país.

Portanto, as incertezas do investimento e a desesperança internalizada são os principais desafios no combate à diáspora brasileira moderna. Assim, as empresas devem investir na pesquisa nacional, por meio de parcerias público-privadas com as Universidades Federais, a fim de complementar a renda Federal de pesquisa. Ademais, o Governo Federal deve fomentar a pesquisa tecnológica brasileira, por meio da criação de concursos de ciência e tecnologia, a fim de trazer ao Brasil a esperança no futuro científico.