Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
No período do século XX, ouve um grande impulso na ciência e no desenvolvimento de novas tecnologias que ganharam destaque em inovações nos meios de comunicação e produção recebendo apoio tanto econômico como político. Porém,no hodierno brasileiro, esse pensamento não se perdurou como deveria na sociedade e no âmbito governamental que , conseguintemente, ocasiona um grande problema em combater a emigração de pesquisadores e estudiosos por melhor reconhecimento.
A priori, na constituição de 1988, artigo 218, é dever do estado garantir o desenvolvimento e incentivo a ciência fornecendo suporte e elevando sua importância para a sociedade. Porém, no contexto brasileiro, não se vê em aplicação como deveria , pois, o fato que mais atrapalha a implementação é o retorno econômico imediatista que desestimula o desenvolvimento de estudos importantes que levam tempo e dedicação de universidades e outras instituições de pesquisa que posteriormente, como o devido reconhecimento, revelaria sua importância para o desenvolvimento do país. Ademais, isso se reflete nas escolas públicas brasileiras que ,em sua maioria, ficam ultrapassadas na estrutura de ensino tornando um ambiente descontável tanto para alunos quanto para professores. Por isso, é necessário o incentivo mais rígido e evitando a saída dos essenciais para o desenvolvimento do país .
Segundamente, no pensamento pedagogo Paulo Freire, a escola e a educação são de extrema importância para o desenvolvimento do senso critico individuo essencialmente relevantes para interação dele como meio em que vive e, consequentemente, para profissão. Mesmo assim, tal concepção do patrono da educação brasileira, não é aplicado de maneira significativa no âmbito de ensino e na sociedade como um todo,pois, no Brasil, tanto a estrutura social quanto cultural não se adaptou as necessidades que o mundo conectado exige, principalmente, na questão do desenvolvimento de conhecimento e pesquisa que são prejudicados pelo desfoque em melhores incentivos ao estudo para careiras com retorno econômico não imediato, além das desigualdades socieconômicas dos possíveis pesquisadores que normalmente fazem parte classe economicamente favorecida.
Portanto, cabe o dever do estado de melhorar a situação na área de pesquisa no Brasil através projetos com incentivos financeiros para universidades e escolas públicas em suas estruturas de ensino possibilitando a diminuição da diferença econômica no acesso a educação retornado ,a longo prazo, favorecimento para o país, além de enaltecer e informar para a sociedade a importância da ciência para seu desenvolvimento e trazendo a concepção oriunda do seculo XX que fez impactos positivos aos países que o dataram por mais tempo.