Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Através do filme “O homem que viu o infinito”,exibido pela Netflix,é notório que muitos jovens decidem partir para uma universidade no exterior devido à falta de maiores oportunidades locais de educação.Esse foi o caso do personagem Ramujan,um indiano adorador da matemática, o qual fora do tablado da ficção espelha diversos brasileiros, que buscam um destino semelhante.Nesse sentido, é preciso analisar os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, evidenciando o sistema educacional precário e a negligência governamental para mais investimentos nesse campo.

Em primeiro plano, segundo a filósofa Viviane Mosé, é essencial para a sociedade ter uma educação interpretativa, a qual visa instigar o senso crítico.Contudo, essa não é a realidade encontrada na grande parcela dos centros educacionais, pois eles priorizam alunos “receptores”, os quais pouco procuram refletir sobre o conteúdo visto em classe, apenas interiorizam o que foi dito pelo seu professor.Desse modo, fica evidente que os que tentam sair desse âmbito negativo encontram dificuldade pelo meio que estão inseridos,pois vão contra à “normalidade”.Então alguns optam por deixar o Brasil como é o caso da fuga de cérebros.Sob essa perspectiva,os estudiosos se veem em algo similar a uma “barreira do conhecimento”, ironicamente posta várias vezes pela educação brasileira,a qual deveria ampliar os horizontes dos alunos, fornecendo-lhes o necessário para o aprimoramento dos estudos.Assim, para combater essa fuga  o sistema educacional deveria ser repensado e melhorado.

Em segundo plano, os “cérebros brasileiros” que decidiram fugir do seu país natal, em grande quantidade,optaram isso pelo baixo investimento ainda feito pelo Poder Público na educação(seja da  infantil até os doutorados).Nessa visão, pouco adianta que cientistas de diversas áreas tenham ideias para solucionar problemas locais se eles não têm o investimento digno.Desse modo, é válido trazer o dado do Governo Federal,o qual indica que em média é investido cerca de 6% do PIB no sistema educacional,frente à demanda de pesquisas e estudos é pouco.Por essa razão,os indivíduos buscam por lugares, os quais ofereçam o valor justo pela capacidade deles, e não um Estado negligente, que precisa aumentar seu investimento para combater tal fuga.

Logo, cabe ao Ministério da Educação repensar os erros do sistema educacional e criar soluções, isso com ajuda de depoimentos de alunos e professores, além da análise de críticos desse âmbito, a fim de combater à fuga de cérebros e estimular o senso interpretativo dos estudantes.Outrossim, a Câmara dos Deputados deve criar uma lei que estimule o aumento dos investimentos nos centros educacionais, por meio de um canal de denúncias dos prejudicados pela falta de recursos fornecidos pelos estados a pesquisas,isso será investigado e se confirmado seguirá para o julgamento mediante a multas.