Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), é papel das escolas, no processo educacional de seus alunos, potencializarem seus talentos a fim de que eles encontrem e sejam realizados em suas profissões. Entretanto, hoje, no Brasil, vê-se que há uma desvalorização do ensino e de suas aplicações- como pesquisas e afins-, ocasionando uma fuga de cérebros. Por isso, para enfrentar esses desafios e combater essa fuga é necessário que o país se torne um ambiente favorável para o desenvolvimento desses intelectuais.

A princípio, para que o Brasil se torne propício para o desenvolvimento desses cérebros é preciso que seu modelo educacional básico seja reformulado. Dessa forma, as escolas deixariam de apresentar um regime mais fechado que direciona o conhecimento para apenas uma aplicabilidade, o mercado. Assim como o modelo de educação bancária, proposto pelo pedagogo Paulo Freire, ao afirmar que o conceito obtido nas aulas não fomentavam um pensamento crítico em seus alunos. Logo, elas além de estimular a criticidade, também ajudariam no aperfeiçoamento desses talentos em território nacional.

Além disso, a falta de apoio do Estado no desenvolvimento tecnológico nas Universidades também é um desafio no combate à fuga de cérebros no país. Haja vista, a tecnologia como matéria-prima da quarta Revolução Industrial que contempla a sociedade atual. Nesse sentido, muito intelectuais, por falta de investimentos, acabam buscando esses recursos em outros países- como prova a matéria do jornal BBC ao relatar que há atualmente uma espécie de diáspora de cérebros por falta de incentivos na ciência. Assim, essa fuga acaba retardando o desenvolvimento da nação por não manter um ambiente favorável para o desenvolvimento dessas tecnologias.

Torna-se, pois, de extrema importância a atuação do Estado no enfrentamento dos desafios no combate à fuga de cérebros do Brasil. Logo, cabe ao Estado investir nas Universidades Federais, a fim de que muitos cientistas tenham a capacidade de desenvolver seus projetos e ,consequentemente, gerar lucro para o país. Além de que, também cabe ao Estado proporcionar a criação de projetos nas escolas que incentivem a pesquisa,o desenvolvimento tecnológico e suas implicações na nação, a fim de que o talento dos alunos sejam potencializados e que sintam-se atraídos para continuar seus projetos no próprio país.