Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
O livro ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More narra a história de uma sociedade perfeita e padronizada, graças a ausência de conflitos e dilemas interpessoais. Contudo, o que fora exposto pelo famoso autor manteve-se no plano literário, em razão da fuga de cientistas do Brasil. Sob esse viés, para a reversão desse quadro heterogêneo, é indispensável averiguar uma das principais causas que é a falta de investimento na área da ciência para a nação brasileira e ,consequentemente, o evacuamento de pesquisadores.
Antes de tudo, é válido entender que um dos motivos para a fuga de especialistas no país, é a falta de verba destinada a essa área do conhecimento. Percebe-se, hodiernamente, que o Brasil ocupa a nona posição na economia, segundo dados do IBGE, desse modo, seria racional acreditar que o país possui um sistema de educação eficiente. Nota-se, entretanto, uma realidade totalmente diferente e isso é ratificado pelos cortes de verbas feito pelo Estado, pois, segundo o CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - , o qual é ligado diretamente ao Ministério da Educação, afirma que só esse ano, foram cortados 11.800 bolsas de estudos e pesquisas. Esse fato, é de grande relevância e traz imensa preocupação aos cientistas brasileiros.
Em virtude desses fatores, os pesquisadores não têm a verba necessária para continuar suas análises no Brasil e migram para outros países a fim de darem continuação a suas pesquisas. Nesse sentido, o desenvolvimento da ciência no território brasileiro se torna cada vez mais escasso, pois os ‘‘gênios’’ vão em busca de lugares nos quais sejam reconhecidos. Desse modo, ao tomar como base o pensamento do sociólogo brasileiro Florestan Fernandes, no qual afirma que a educação e a ciência tem grande capacidade transformadora, evidencia-se que esses modos transformadores são de pouco acesso no território canarinho e por isso, há grandes migrações para países estrangeiros, como evidencia o dado do portal no G1, no qual mostra que mais de 21 mil estudantes saem do Brasil, por ano, para estudar em países estrangeiros, onde o Estado disponibiliza verbas para pesquisas.
Repara-se, portanto, que a questão dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil é algo de extrema importância na vida da nação, por isso, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto, com o Governo Federal disponibilize através de programas sociais uma renda maior de bolsas de estudos e pesquisas e uma melhor distribuição financeira. Por fim, com a melhor redistribuição financeira, o Ministério da Ciência deve investir em divulgação científica por meio dos diversos recursos midiáticos, como a internet e a televisão, para, dessa forma, gerar uma sociedade engajada cientificamente e ciente do papel que ela pode produzir para a melhoria da qualidade de vida, contribuindo, assim, para o cenário ideal de Thomas More.