Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
O livro “Legado”, de Hugh Howey, há a representação de um cientista como um dos principais responsáveis por salvar a humanidade do ambiente inóspito da Terra, revelando assim a importância desses para a nação. Não longe da ficção, a relevância de estudiosos é muito recorrente nos dias atuais, em razão do combate à fuga de cérebros do Brasil e seus principais desafios são a quantidade de oportunidades fora do país e a falta de investimento Estatal.
Primeiramente, há um grande mercado científico em outros países, o que deixa o Brasil vulnerável à perder a “competição de desenvolvimento”. Tal situação pode ser observada na série norte americana “Pure Genius”, na qual um bilionário investe em um hospital e “importa” os melhores cientistas e médicos para transformar seu hospital no mais avançado em tecnologia médica, e com isso, convida médicos da Universidade de São Paulo para trabalhar lá. O relato ficcional demonstra o caso preocupante da saída de estudiosos brilhantes do Brasil em função de melhores oportunidades em outros lugares.
Além disso, o baixo investimento do governo nos estudos brasileiros resultam na evasão de cérebros, isto é, são poucos as oportunidades dada a baixa aplicação de capital. Isso gerou um grande transtorno social em 2019 quando o atual presidente, Jair Bolsonaro, decretou um corte de verbas a educação, em especial as universidades que equivalem aos mais promissores centros de pesquisa no Brasil. Essa atitude tem resultados muito graves em relação à perda de estudiosos, pois revela um esforço contrário ao futuro científico. Dessa forma, fica evidente a relação dos empenhos Estatais com a fuga de cérebros.
Portanto, visto como a oferta em outros países e a carência no emprego de recursos afetam a saída de especialistas do Brasil, é necessário que haja mudanças. Por isso, o Poder executivo deve viabilizar o desenvolvimento de pesquisas científicas no país, por meio de de um maior investimento nessas, a fim de incentivar e manter estudiosos no Brasil, mediante ao aumento de oportunidades e assim uma vantajem para com os outros países nesse cenário. Dessa maneira, haverá uma realidade de valorização dos cientistas como no livro “Legado”.